Inverno.

16.02.2006

Kategorie: Conversa diretarosangelae @ 11:52 Bearbeiten

Longo. Interminável.

Achei que este ano/inverno ia escapar. Mas tá difícil. Estou tentando não me levar muito a sério, juro. Estou tentando…

Sinto falta de sol, de calor e o corpo arranja toda sorte de sintomas para me dizer isto bem claro. Custei a entender. Talvez não tenha levado corpo e suas falas muito a sério. E estiquei a corda demais, como bem citou meu irmão em um comentário do post anterior.

Não precisa dizer nada. Eu volto.

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Marimbondo de bunda amarela

Segunda a Wikipedia o marimbondo-de-bunda-amarela, Protonectarina sylveirae é uma espécie brasileira de vespa social, que possui pequeno tamanho, que apresenta a parte terminal do abdome amarela. Também chamado por outros nomes bem maléficos. Parece que procede, dizem que a picada deste inseto é muito dolorosa e provoca uma reação alérgica bem forte. Segundo este artigo:

“SELETIVIDADE DE INSETICIDAS AProtonectarina sylveirae (SAUSSURE)(HYMENOPTERA: VESPIDAE), PREDADOR DO BICHO-MINEIRO DOCAFEEIRO. Leandro BACCI; Marcelo PICANÇO; Altair Arlindo SEMEÃO; Ézio M. da SILVA; Lessando Moreira GONTIJO.”

esta é uma vespa muito útil para o controle de pragas nos cafezais. Fiquei até com pena, mas aqui em casa, na nossa área de lazer, ela não tem nenhuma utilidade.

Não achei fotos dele na internet. As que consegui fazer não ficaram grande coisa, mas deixo aqui assim mesmo.

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Abraço apertado.

Um carrossel: é como está nossa vida nos últimos dois anos.  E um exercício enorme, gigantesco de desapego. Um dia você está aqui, no outro vai embora. Mais ainda: não temos data certa para nada. Tudo, mas tudo mesmo, está em aberto. Haja adrenalina!

Desde o começo do ano o stresse e as surpresas por aqui estão tão frequentes,  que eu, que não posso fazer muito pela situação, institui o abraço de 30 segundos. Bem apertado. E o melhor, o Reiner concorda. Antes dele sair de casa a gente se abraça longamente, bem apertado. A gente até se pega suspirando fundo. Dá uma revigorada sem preço. Embora ele não comente nada, sempre vem para o abraço sem reclamar. Para mim, posso atestar, faz um bem danado.

Posso recomendar.

Que nem alemão .

Ontem estava em uma sala de espera quando entra uma mulher acompanhada do filho. Tá cada vez mais difícil de avaliar a idade das crianças, mas acredito que aquele deve ter seus 5, 6 anos.  Não era muito educado. Deitou no sofá, mal deixou espaço pra mãe se sentar ao lado dele. De repente ele olha para os meus pés, aponta e pergunta pra mãe: o que é isto, mãe? Eu respondi: meia. Eu estava usando meias com uma sandália aberta e ele não entendeu. Achei bem divertido.

Apesar do calor, estou com uma pequena rachadura no canto do pé, aí o uso da meia. Tá, não precisava ser com sandália, mas…

Típico alemão.

 

 

Exercício de cidadania, parte 2.

A reunião foi tranquila. Terminou que viemos aqui para casa com o dono do terreno ao lado e seu arquiteto. Entendemos como as coisas vão ser, ficamos tranquilos. Pronto. Pode até ser que eles construam um pouco diferente dos padrões do condomínio, mas se eles tiverem a liberação da prefeitura – instância superior, não teremos muito o que fazer contra.  Mas acho que não será muito ruim assim.  Agora a gente sabe o que eles querem fazer.

Continuo torcendo para não dar nenhuma chuva forte antes de eles terminarem o serviço de terraplenagem e ele vão gramar as laterais, o que vai impedir que a terra corra pro nosso lado. A montanha? Vai ser usada atrás do muro de arrimo, que é o que eles estão construindo com toda urgência.

Enquanto isto eu olho para esta montanha e penso: quando não se vai à montanha, a montanha vem até nós. O que será que tenho de aprender com esta montanha?

Que foi um bom exercício de cidadania, isto foi.

Lote E12 divisa com E13 a-001

A seta mostra a altura a que o terreno do vizinho foi alterado. Antes era da altura da base da nossa sebe.

Exercício de cidadania.

Neste calor de rachar taquara, secura de dar tristeza, pego-me desejando ardentemente que não chova. Não chova, não chova, não chova. Não agora.

Os nossos vizinhos estão fazendo uma terraplanagem no terreno deles, bem ao lado do nosso e elevaram o nível  em mais de um metro em alguns locais. Será que vão fazer muro de arrimo? – nos perguntávamos, entre outras coisas. Queríamos conversar pessoalmente aqui em casa e falar sobre o assunto. Liguei pra eles ontem e mostraram-se tudo menos receptivos.  Ela foi categórica: “não, não vamos encontrar vocês. Mas qual o seu problema afinal?” perguntou ela, assim mesmo, neste tom.  Nem sei como a conversa se alongou, já que ela estava, eles estavam decididos a não conversar comigo. Eu tentando explicar meu ponto de vista e ela reafirmando vezes sem conta que não tinha que conversar comigo, sem paciência nenhuma de tentar de fato entender a nossa preocupação. O marido pegou o aparelho e foi um pouquinho mais ponderado, deixando entretanto claro em mais de um momento: “Nós não temos nada pra conversar com a senhora. O que temos de conversar, já conversamos diretamente com a diretoria do condomínio e eles não tem nada a reclamar.”

Pois bem. Desliguei o aparelho e fui atrás do regulamento do condomínio. Até então tinha me fiado nas informações que me foram dadas por uma moça da administração, mas pra escrever pro condomínio eu tinha de saber colocar as questões propriamente. E sabe o mais interessante? Foi ótimo eles terem me tratado com tão pouco caso. Eu fui atrás de me informar de verdade e descobri que eu podia sim, solicitar esclarecimentos sobre a situação. Se eles tivessem vindo conversar conosco, íamos aceitar qualquer explicaçãozinha e eles iam acabar fazendo o que bem entendessem e nós ficaríamos repetindo a ladainha – eles tinham todo o direito de fazer isto, eles não tem de me dar satisfação. Já que eles não quiseram falar conosco, vamos nos dirigir à associação solicitando esclarecimentos sobre responsabilidade caso toda aquela terra deslize para o nosso lado na primeira chuva, causando um estrago fenomenal. Aproveitei e citei todas as questões que eles já tinham deixado claro que vão/iriam infringir o regulamento ao construir a casa deles.

Recuo lateral de 3m metros – eles mencionaram que iam só deixar dois.

A construção pode ter no máximo  9m acima do nível original médio em terrenos de aclive (que é o caso).  – Ela mencionou que a casa iria ter 3 andares e ela não estava nem considerando este nível médio.

Sem contar a questão da responsabilidade caso a terra viesse para o nosso terreno – ele me disse que não  tinha como prever isto, que não podia se responsabilizar.

Eles não apresentaram ainda um projeto de construção da casa – que precisa ser aprovado pelo condomínio.

Enfim. Eles nos fizeram um favor.  Descrevi toda a situação, coloquei nossas questões, ilustrei com fotos e solicitei uma posicionamento por escrito do condomínio. Pronto.  O Reiner chegou, discutimos os detalhes, fizemos algumas modificações e enviei ontem mesmo por email pro condomínio. Arquivo PDF.

Hoje já me ligaram da administração querendo marcar uma reunião no sábado na sala de reunião do condomínio. Vamos, já estávamos decididos a ir lá conversar com a diretoria que se reúne sempre aos sábados de manhã.  Se os donos do terreno do lado vão aparecer, eu não sei. E isto não nos interessa muito. Só sabemos que agora nos nos contentamos mais com uma explicaçãozinha qualquer.

Só pra ilustrar: Como estava o terreno em 03.11.2012. O Reiner foi lá tentar pegar algumas rãs, para remanejá-las para fora do condomínio e diminuir a nossa sinfonia noturna. Observe-se que se pode ver o arame do alambrado da nossa cerca viva e altura do muro do terreno adjacente do outro lado. Eles encheram este nível do terreno até a altura do cotovelo do Reiner com terra.

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Visita

A cachorrinha do vizinho vem me visitar quando foge. Antes conseguia com frequência. Aí ele fechou o buraco na cerca e ela nunca mais tinha aparecido. Hoje veio de novo. Senta-se debaixo da mesa e fica me olhando de longe. Linda. Dei água, fiz carinho, mas não deixo ela entrar dentro de casa com estas patinhas sujas. Já soube, nem sei mais o nome dela. Tão linda com esta carinha carente, toda sujinha, se coçando toda, sem parar. Corta o coração mas eu deixo ela ir embora. Lilica.

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