Ao lado do Danúbio Azul.

Começamos o nosso tour viajando de trem na quarta feira à noite para Regensburg.

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Na quinta, depois de olhar a cidade e a ponte de pedra mais antiga sobre o rio Danúbio e também a mais antiga na Alemanha, começamos a andar ou, a pedalar. Rio a cima.

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Ponte de pedra mais antiga sobre o Danúbio, construída no século 13. E pedalamos. Por caminhos ao longo do rio e outros nem tão perto assim. Com constantes pausas, para tirar fotos, fazer piquenique ou só olhar a paisagem. Regina levou um tombo, mas por sorte não se machucou muito.

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Em Kelheim embarcamos em um barco e subimos o rio até o Mosteiro de Welterburg. Neste trecho o rio corre entre cânions e muitas pessoas praticam canoagem. Tomamos um lanche no Mosteiro e seguimos em frente. Com direito a uma bela paisagem com ovelhas no outro lado do rio.

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Pernoitamos em Neustadt depois de pedalar 62km no dia. Só uma chuvarada breve no meio do caminho, da qual fugimos, nos abrigando em uma escola. Na sexta-feira amanheceu chovendo. Bem equipados, seguimos em frente. Com direito a transito, pra ninguém pensar que ninguém mais se atrevia a pedalar com tal tempo.

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Pedalamos o último trecho até Neuburg, onde passamos a noite, debaixo de uma chuva constante e persistente. Só queríamos chegar em algum lugar onde tivesse um banho quente e camas. Pedalamos 57 Km no dia. E deixamos secar tudo, espalhando pelo quarto. Inclusive o guia.

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No sábado, Kurt com o joelho estourado, eu com o bumbum assado, andamos ainda 37 até Donauwörth onde tomamos o trem de volta para casa -eu e Reiner voltamos um dia antes do previsto para casa. Para chegar lá: atravessa o rio e segue as placas. E pedala contra o vento: o dia todo. Com direito a subidas e decidas, deixando a bicicleta correr ou empurrando com camomilas ao lado do caminho. O premio para as subidas: lindas vistas panorâmicas.

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Andamos ao todo 153Km em 3 dias. No final só Reiner estava pronto pra continuar. O premio para todos: muitas risadas, muitas histórias contadas, todo mundo tirando sarro de todo mundo. E todos os outros viajantes de bicicleta que encontramos no caminho. No mínimo um Oi, às vezes algumas palavras. Entre eles holandeses e franceses. E os motoristas de carros que paravam prontamente nos dando prioridade, quando passávamos cheios de malas e debaixo de uma chuva implacável. Muitas fotos ficaram só na memória: aldeias do outro lado do rio, com suas torres de igrejas, um trecho de rio visto de relance, um campo de flores multicoloridas ou os incontáveis campos cobertos com papoulas vermelhas. Frau Braun, uma amiga aqui de Dettingen, acabou de telefonar para saber como sobrevivemos ao passeio. Ou melhor, como ou se eu sobrevivi ao passeio. E depois de escutar todos os detalhes ela perguntou: ?Você faria de novo?? Sim, faria de novo, Frau Braun!, foi o que respondi.

por RosangelaE em Tour de bicicleta 1 Kommentar

Comentários

Manoel Carlos 14.06.2004 – 15:50

Frau Brauni disse ou apenas pensou que você é masoquista? :)
Tirando a panturrilha dolorida, o joelho em frangalhos e a dificuldade em dobrar a perna, fiquei encantado com a paisagem; imagino que seja um passeio agradável, mas se fosse feito em mais tempo seria de maior proveito, não?
Uma coisa boa, em momento algum você se referiu à segurança, sem receio de atropelamentos ou de assaltos.
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