Fomos a Roma e vimos o Papa

A visita laica só ocorreu para aproveitar os espaços de tempo entre as outras visitas. Pois Dona Toninha tinha um objetivo em Roma: ver o Papa. E tanto fez, tanto perguntou que descobriu que o Papa estava passando o verão em Castel Gandolfo, uma pequena cidade perto de Roma. E depois que ela soube disso, não houve como faze-la mudar de idéia. Iríamos a Castel Gandolfo ver o Papa. Ainda encontramos alguns brasileiros que o haviam visto um dia antes. Pronto, estava decidida nossas andanças.

Olhamos igrejas.

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O Vaticano e os seus museus.

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E fomos (subimos) até Castel Gandolfo e esperamos para ver o Papa.

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Esperamos bastante nesta esquina. E vimos o Papa duas vezes: quando se dirigiu a Roma de manhã para uma audiência e quando voltou.

Naquela manhã estávamos lá esperando a passagem do Papa, de pé, ladeadas por 6 padres que vieram do Texas para vê-lo ? tanto quanto nós. De pé, sem arredar passo, olhando o final da rua e seus pequenos movimentos. Um dos padres estava inquieto e impaciente. ?Que aconteça alguma coisa! Alguma coisa!? dizia ele para seu companheiro do lado, rindo. E não acontecia nada. Mais meia hora. Todo mundo lá de pé com os olhos fixos no fim da rua. Começaram a aparecer os guardas com suas motocicletas. Ele começou a assoviar ?Yellow submarine? ? sem parar. E assobiou até que os carros começaram a se movimentar e com eles a guarda motorizada. Sinal definitivo. Agora lá vem o Papa. Agora lá foi o Papa. Foi assim. Na passagem de ida e na passagem volta. Mas vimos o Papa. Bem rapidinho mas vimos.

Fotos do papa? Não temos, nem os nossos amigos do Texas, cada um munido com uma máquina fotográfica. Ele passou de carro com os vidros abaixados. Não deu para fazer nenhuma foto. No final das duas passagens do papa, despedimos-nos dos nossos novos amigos: os seis padres do Texas e de Mike, um outro americano que também estava lá pelo mesmo motivo que nós. Para a Dona Toninha que queria falar com o Papa, que queria tocar o Papa (até o chefe da guarda já sabia disso, devidamente informado por um dos nossos amigos texanos), resta apenas o consolo de ter visto o Papa. Ela queria dizer-lhe que sempre rezou por ele. Que sempre rezou para que ele repartisse a riqueza da igreja católica. E que estava feliz porque ele tinha feito isto. ?Fez?? quis saber, atônita com minha desinformação. ?Fez!? confirmou dona Toninha resoluta, sem dar mais detalhes. Tudo bem, eu aprendi a viver com as surpresas da vida. E os seus mistérios. Posso aceitar uma pequena afirmação categórica como esta e continuar vivendo.

Nos despedimos e fomos embora. Não deu pra tirar foto do Papa mas dos guardas do vaticano na frente do castelo. E do lago lindo que se avista lá de cima.

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E fomos embora para as outras vistas. O coliseu, de passagem, as outras igrejas de Roma.

E a viagem a Roma terminou bem. Como foi desde o início.

Em tempo. Sempre me refiro à dona Antônia como dona Toninha, porque eu sempre a chamei assim. E seus vizinhos. E os amigos. E os parentes E os conhecidos. Mas como sempre dei o texto para que ela lesse. ?Tudo bem?? perguntei. ?Posso publicar?? ?Pode.? Depois ficou aqui do lado olhando enquanto carregava as fotos pro site. ?Só uma coisinha. Não tem jeito de você fazer uma ressalva aí que a Dona Toninha de quem você fala é a Antônia?? ?Como assim, mãe? Dona Toninha e dona Antonia são a mesma pessoa.? ?É mas como o Papa vai saber que sou eu quando ele ler isto aqui?? ?Como assim, o Papa? A senhora acha que o papa vai ler o que escrevi aqui?? ?É, porque não? Quem sabe?!…?

Então fica aqui informado que o nome real da Dona Toninha é Antônia. Que nasceu e viveu sua vida toda no Brasil, Minas Gerais, Triângulo Mineiro. Se o Sr. tiver acesso a esta informação, Sr. Papa, por favor, abençoe-a em pensamentos, o que não foi possível ao vivo e em cores. Pena.

por RosangelaE em Impressões de viagem.

Comentários

Nelson Natalino 29.07.2004 – 16:33

Obrigado pela viagem. Viajei com vocês. Só não vi o Papa… Se ler este comment, que me abençoes também.

Beijo e baitabraço


Manoel Carlos 07.08.2004 – 05:01

Quando o papa ler isto, lembrará que repartiu toda a riqueza espiritual da igreja.
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Fomos a Roma

Tudo começou uma semana e meia atrás. O Reiner estava com viagem marcada para toda semana passada nos EUA. Olhando minhas milhagens, vimos que dava para uma viagem dentro da Europa para duas pessoas. ?Mas para onde?? Reiner perguntou. Seria tão bom se pudesse levar mamãe a Roma, eu disse, sem pestanejar. E me arrependi muitas vezes antes de pegarmos o avião. Mas depois de dito, já era meio caminho andado. Depois de colocar o andor em movimento não há como interromper sua jornada. Olhamos tudo, tickets eletrônicos e hotel pela internet. E agendamos. Quando tudo estava pronto, Reiner foi lá e perguntou dona Toninha: ?Vocês vão viajar na semana que vem. Adivinhe para onde?? Ela não se fez de rogada: ?Para Roma?? O sonho dela. E assim foi. Bem simples. O Reiner voou para a América no sábado retrasado. Eu e mamãe voamos para Roma na segunda feira passada.

Eu disse bem simples? Antes tivesse sido. Pois havia aquele pé da dona Toninha, o direito, com a tendinite. Voltamos ao médico na quinta-feira anterior para a última aplicação de ultra-som. E uma última conversa com o médico. Tudo bem. Fora uma pequena irritação no pé direito devido à compressa com Quark (uma espécie de coalhada), tudo bem. Alta médica. No dia seguinte, o pé irritadíssimo. Voltamos ou não ao médico? Não voltamos ao médico. No sábado o Reiner viajou. Eu e mamãe demos uma pequena volta na cidade. Em casa: o pé, o direito, dói de novo. Vermelho, bem irritado. ?Uma vez eu tive isto. O médico me mandou fazer repouso absoluto. Se eu andasse era perigoso ter de amputar o pé.? Repouso o resto do dia. No dia seguinte fomos a Stutgart encontrar uma amiga italiana. De volta em casa: pé irritado, dor na sola do pé, agora na frente, perto dos dedos. À noite: pé inchado, parecendo uma bola de natal. Prima! Vamos ou não vamos a Roma com este pé? E eu? Sem ninguém pra conversar, com a responsabilidade sobre a dona Toninha, fiquei doente. É sempre assim. Fiquei estressada, preocupada demais, lá vem minha úlcera ou gastrite de volta, com enjôos e dor de cabeça terríveis que não me permitem fazer nada. Domingo, meia noite eu ainda fechando as malas, tentando driblar o mal estar. Conversei com o meu irmão pelo telefone, dividi minha preocupação. Vou ou não vou a Roma com dona Toninha? Vai, claro. Dona Toninha nem tinha dúvidas. Vamos claro! Demos umas boas broncas neste pé teimoso que fica com medo de percorrer caminhos diferentes. Ele desinchou. Consegui deixar tudo organizado para a viagem. Levantamos no dia às 5:30 para conseguirmos estar no aeroporto às 7:00hs. O pé amanheceu ótimo! Nem sinal de qualquer problema. Os meus arrependimentos e mal estar passaram quando pisamos solo romano. Fomos a Roma. O pé direito da Dona Toninha foi a Roma. Andou muito, muito mesmo e passou muito bem, obrigado.

Fotos da visita laica:

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Jogando moeda na Fontana de Trevi: para voltar à Roma como diz a lenda!
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No Coliseu.
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Dança com gato.

por RosangelaE em Na Alemanha

Comentários

Manoel Carlos 07.08.2004 – 05:05

De volta ao interior mineiro, todos confirmarão que foi um milagre a melhora do pé, providencial para a ida a Roma.

Sutil

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Escondida entre a folhagem
a flor me espreita, sutil.

Eu, lesa,
um pouco tonta
espreito ainda a flor
entre a folhagem.

por RosangelaE em Iluminura

Comentários

Neusa 19.07.2004 – 03:46

Que lindo espreitar de flor, Rosangela! É essa singeleza do olhar que faz os poetas sentirem e captarem mais forte as cores, as luzes, as dores e os amores.
Adoro passear aqui e aprender.
Um beijo, uma linda semana a vc!

Manoel Carlos 07.08.2004 – 05:07

Bela foto, bela flor. É um lírio?

Olhando os trilhos do trem.

Desde que chegamos, dona Toninha estava doida pra andar de trem. Um dia, quando desci para o café da manhã, encontrei-a toda fatiotada.
– ?Hoje vamos andar de trem!? afirmou categórica.

– Ô mãe, e o seu pé? A senhora não está agüentando dar nem alguns passos dentro de casa!

– Mas andar de trem eu posso!

Eu não podia. Além do mais, andar de trem significa ir a algum lugar e andar bastante para dar tempo de ver tudo. E isto tudo ela percebeu na sexta-feira. Fomos à Stuttgart de trem. Enquanto esperávamos a partida ela observava os trilhos

– Ainda bem que eu não tenho medo de nada! Afirmou, pensativa, olhando os trilhos. Tirei uma foto na hora. Esta frase merecia um registro.

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Só com alguns pequenos episódios do dia dá pra entender porque.

Esperando o elevador de vidro na Breuninger, uma grande loja de departamentos, ao ver que um cachorro acompanhado de seus donos ia entrar no mesmo elevador que nós:
– Você não tem medo?
– Vamos mãe! e conduzo-a pelo cotovelo elevador a dentro.
Ela, rígida como uma estátua, durante o trajeto inteiro.
Depois: – Se o cachorro desse um faniquito lá dentro, bau, bau as cinco pessoas que estavam lá.

Perto da estação ferroviária em Stuttgart.
– Quer ir de esteira rolante ou prefere descer as escadas comuns?
– Prefiro descer as escadas comuns.
Não esquecer que ficamos duas semanas de molho sem quase poder sair de casa, por que ela não podia dar nem um passo sem sentir dor! Este episódio até se explica: ela caiu em uma esteira rolante em Zurique. Não se machucou mas ficou traumatizada.

À noite, preparando-se para ir para cama, Reiner em Portugal em uma viagem de negócios :
– Você não tem medo de dormir aqui no apartamento sozinha?

Mas hoje em nas Termas de Beuren deu shown de bola. Com bóias nos braços, teve coragem de, por um bom tempo, dar braçadas sozinha pela piscina, até longe do alcance das nossas mãos. Todos a olhavam com um sorriso bobo no rosto: Admiração. Que a piscina que lhe dava pé, nem vem ao caso. Foi corajosa. Ponto.

PS: Comentários fechados em: 28 de junho de 2006 para evitar Spams. Quer fazer um comentário? Escreva-me um e-mail.

Obrigada: rosangela

Comentários

Reiner 13.07.2004 – 11:19

Que foto bonita da moca :-)
Uma mulher corajosa

Manoel Carlos 15.07.2004 – 20:43

Minha mãe completou 87 anos.
É viúva.
Quando meu pai era vivo, sabe-se lá o porquê, minha mãe era muito diferente.
Uma vez, na rodoviária antiga do Recife, tive que descer umaincrível escada em caracol (evidentemente com malas) porque ela não quis descer de escada rolante.
Viajar de avião, nem pensar.
Depois que enviuvou, começou a fazer algumas coisas sozinha e, atualmente, viaja sozinha de avião, anda de escada rolante, etc.
Por tudo isto, bem sei o que você diz quando conta as peripécias de Dona Toninha.

Café

Eis aí uma coisa que não gosto na Alemanha. Café. Como boa brasileira sempre tomei muitos cafezinhos por dia. Mas aqui fui parando aos poucos. Chegou ao ponto que fico mais de uma semana sem tomar café. Porque? Muito simples. Não gosto do café daqui. É amargo. Por isto ao ajudar a preparar a mala da minha mãe para passar três meses aqui, decidi: três quilos de café.

No sábado passado fomos ao Tschibo ? uma rede de lojas daqui da Alemanha que começou vendendo apenas café e agora diversifica em todas as direções. Queríamos mesmo comprar café, embora eu e Reiner sempre olhemos as promoções da rede, que traz toda semana artigos diferentes por tema ? artigos para homem, mulher, para andar de bicicleta, para caminhar, para banheiro, para cozinha, etc. Até móveis e eletrodomésticos de todos os tipos Imaginação eles tem. Os preços são bem mais acessíveis do que se comprar os mesmos artigos em lojas especializadas. E a qualidade também é boa na maioria dos produtos.

Pois bem, fomos ao Tschibo comprar café. No balcão, todo decorado com coisas para café, tem grãos expostos sob uma placa de vidro. Minha mãe olhou e falou:

? Nossa , que café branquelo! Eles não terminam de torrar o café direito aqui!

Esta explicação já havia recebi de um amigo do Reiner, também alemão, que mora no Brasil e que esteve de passagem por aqui dois anos atrás. O Gerald. Ele me contou que a diferença de saber residia na torrefação dos grãos. Logo pensei: ?Então é por isto que aqui todo mundo toma café com um pouquinho de leite.? Até pode-se comprar leite em pequenas embalagens, suficientes para um café, sempre servido em chávenas grandes ou canecas. Cafezinho, não tem. Tem o café expresso, tipo italiano, que é o único que aprecio, mas só os feitos naquelas máquinas grandes de restaurantes e bares. As máquinas caseiras continuam deixando a desejar. Por isto mesmo, nem compramos uma ainda. Cheguei até a pensar que alemão na verdade, em geral, não gosta muito de café, já que tem de tirar o gosto com o leite. Mas uma amiga nossa comentando uma viagem ao México, reclamou que não gostou do café, justamente por que lá era torrado demais. Conclusão: eles gostam mesmo do café como é torrado assim. Mau torrado. Amargo. Talvez por costume. Sei lá. De onde vêm os hábitos nacionais? No final tudo é mesmo relativo.

Minha mãe continuou falando sobre café, torrefação de café.

? Quando se torra o café, ele passa por diversas fases. Antes de ele começar a escurecer, o café fica dourado, brilhante. Luminoso mesmo. É quando o café solta o óleo. Se você pega nele dá pra perceber o óleo na ponta dos dedos, escorregadio. Neste ponto ele está começando a torrar de verdade. Depois ele começa a escurecer. Aqui eles interrompem a torração antes mesmo dele ficar dourado. E o café fica com a cor embaçada, fosca, sem brilho.

Falou quem fez isto muito quando jovem, na fazenda onde cresceu.

? Pode-se torrar café até em uma panela! Fica bom.

Pois já tomamos meio quilo de café em semana . Está portanto claro que o que trouxemos não vai durar os três meses. E a dona Toninha só funciona a café. A primeira ignição do dia é feita a cafezinho preto. Ela vai ter que tomar do café alemão depois. Ou compramos os grãos inteiros e acabamos de torrar em casa. Embora devo confessar que ela não desgostou tanto assim do cafezinho alemão. Então a desculpa de torrar café pra mãe talvez seja só desculpa para agradar a própria filha.

Olhem só a diferença na cor entre o café alemão ? à direita> esquerda, e o café brasileiro ? à esquerda> direita.

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Sobre os comentários:

Pois é Willxu, eu tinha errado. Obrigada pela observação importante. O café brasileiro é mais escuro que o café alemão.

por RosangelaE em Na Alemanha

Comentários

willxu 07.07.2004 – 11:31

Ué, o café alemão é mais escuro que o café brasileiro ? Falando em café, vi um dia fazerem café com arroz. Acho que é coisa da Tailândia se não me engano, e segundo o repórter o gosto é identico. Mas, é de se desconfiar porque aqui o café também é bem mixuruca.

angela 08.07.2004 – 09:03

Rosangela, eu tb compro café no Tschibo,pegunte à sua mae se é porisso que o café daqui nao tem
aquele perfume do café do Brasil.
Ah! que saudade….

Estou adorando ler as aventuras
de sua mae aqui na Alemanha, e vc tem um jeito todo especial de narra-los, delícia de prosa…


angela 08.07.2004 – 15:16

Rosangela, obrigada pelo e-mail toa gentil, esteja certa de que estarei aqui todos os dias.
Beijos para D.Toninha que já me cativou com tanta simpatia.

nora borges 08.07.2004 – 16:08

Adoro a cor da sua letra! e adorei o post sobre o café. Aqui compro cafés muito bons, graças ao meu bom deus!!!
Beijos
e beije sua mãe por mim… ela tem cara de mãe muito gostosa!

Manoel Carlos 10.07.2004 – 05:36

Os alemães também não gostam de adoçar o café.
Em Pernambuco era comum torrar o café em casa, em um tacho, mas junto com rapadura (pode ser açucar); ele se dissolve fica pastoso (lembra cocada), jogava-se numa superfícei plana (mármore, por exemplo); ao esfriar pegava-se blocos (exatamente como cocada) e levava-se para o pilão.
Jamais bebi café igual.

Neusa 11.07.2004 – 05:10

Cheguei aqui pelo blog do Manoel Carlos. Muito gostoso e divertido ler os textos, além do aprendizado da cultura e hábitos da Alemanha. Amiga, eu sou movida a café, como sua mãe, e creio que não sobreviveria com um cafezinho pálido, não…rss…Gosto do pretinho, denso e cheiroso. Um beijo, amiga, voltarei mais vezes.

joaquim roberto da costa fonseca 04.08.2005 – 05:43

olá, resido em santos e tenho uma pequena propriedade em que planto café, para consumo familiar na região de avaré sp.Vc sabe qual o grau de cor quando torro o meu café,o de chocolate ao leite.Aliás adubo meu cafezal de 200 pés com adubo esterco curtido de vários animais e a palha do café depois de seco, relamente o meu café da espécie obatã é uma delícia Felicidades.

joaquim roberto da costa fonseca 24.09.2005 – 22:41

Rosangela, já nos falamos sobre café, planto um pouco no estado de são paulo, lembra?
pois então, há site muito interessante, se quiser confira.
É o www.pocedcafe.com.br
Abraços Joaquim

paulo nejm 13.10.2005 – 03:46

adoro café

joaquim roberto da costa fonseca 15.10.2005 – 13:18

Olá Rosangela, ao tentar salvar o email enviado com as questões legais e econômicas, sobre a o desarmanento apaguei-o.Poderia solicita-le que mais uma vez o mesmo me seja enviado. muito grato.Tentei tb utilizar o email que vc possui em seu blogg,mas o mesmo estava com problemas.Não sei se vc recebeu, uma resposta minha mais o site sobre o café era o www.procedcafé.com.br e não poced como lhe remeti.Mil desculpas.Abraços Joaquim P.S. Se o Manoel Carlos ler essa mensagem informo que tb já tomei café com rapadura derretida no tacho de cobre relamente é uma delícia.Dia 19 haverá aqui em Santos haverá um grande leilão de sacas de cafés especias.Irei e contarei depois os detalhes.Joaquim

À sombra das tílias.

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Olhando o calçamento de uma rua antiga, Dona Toninha comenta:
― Igual aos cal 0231almnetos antigos no Brasil.
― Claro, mãe. O Brasil adotou muitas coisas usadas na Europa antes de sua descoberta.

Citamos algumas.
E ela:

― É claro, mas a Europa também usa coisas descobertas no Brasil. O avião por exemplo.

Silêncio.
E o Reiner:

― Espera aí. Mas o avião foi descoberto pelos irmãos Wright.

Dona Toninha:
― Ah, eu sabia!

Como esta discussão continua, acho que todo brasileiro sabe.

Mais sobre esta polêmica? aqui e aqui.

por RosangelaE em Na Alemanha

Comentários

Reiner 06.07.2004 – 09:48

Foi convencido que Santos Dumont foi o primeiro que voava.
Peco desculpas, mas nao foi por querer, so por nao saber.
Beijos

willxu 06.07.2004 – 10:53

Também estou convencido de que foi o Santos Dumont, mas gostaria também se saber que foi que inventou a classe econômica. Esse provavelmente nunca testou o próprio invento. Ahhh sim, pergunta que não quer se calar. Porque os potes de geléia estão todos de cabeça pra baixo ? Beijokas nas bochechas.

Manoel Carlos 06.07.2004 – 12:33

Santos Dumont nem mesmo patenteou o relógio de pulso…
Os têm longa tradição em se apropriarem dos méritos alheios, vide o recente caso da AIDS, cujo mérito de descoberta da síndrome é de um cientista francês.

rosangela 06.07.2004 – 12:34

Willxu, é assim: enche os potes esteerilizados com a geléia ainda bem quente, fervendo até, tampa-se e vira-se de ponta cabeça para que o calor e o vácuo produzido vede bem as tampas emborrachadas. Assim pode-se armazenar por um longo período e não é necessário comer tudo de uma vez. :-) Beijos na bochechas para você também.

A Dra Leda já viu?

Dona Toninha veio ver um e-mail que recebi do meu irmão, o Zil. O primeiro, acreditem! Mostrei a ela de novo algumas imagens e textos daqui. E resolvi mandar algumas fotos dela pro Zil. Ela olhando. Eu expliquei como funcionava o email e o blog. Um, todo mundo que tivesse o endereço e viesse olhar podia ver; o outro, só a pessoa para quem eu mandava a mensagem podia vê-la. Ficou olhando enquanto anexei e enviei fotos para o Zil.

E agora, a Dra Leda já viu estas fotos?

Não, mamãe, enviei só para o Zil.

Como assim, não dava para todo mundo ver?

Só no outro.

E a Dra Leda, já viu?

Estas fotos não. Só mandei para o Zil.

E as outras, da geleia?

Não sei, mamãe. Se ela não mandar uma mensagem, eu não vou ficar sabendo se ela já viu.

Ela pode mandar uma mensagem?

Pode! É só comentar (em Kommentare, abaixo) ou mandar uma mensagem pelo e-mail que dei a ela.

Pausa.

A senhora quer que ela veja as fotos que mandei para o Zil?

Quero.

Tudo bem, vou mostrar no blog.

E por favor Leda, se você der uma olhadinha aqui, mande uma mensagem avisando, Ok?

Aqui, no sábado (26/06) em que chegamos do Brasil em uma festa aqui em Dettingen, para comemorar o solstício de verão. Com direito a fogueira e tudo, como nas nossas festas de São João. Encontramos a Frau Braun lá.
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Aqui, passeando por Kirchheim no domingo (27/07) durante uma grande festa na cidade.
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E depois em um passeio em Breitstein . Um morro de onde se avista uma boa parte da região. Ponto turístico obrigatório da região.
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O resto da semana já se sabe, ficamos em casa, curando o pé inflamado. E fazendo tudo que a Dra Leda e Dr. Marcos recomendaram.

por RosangelaE em Na Alemanha

Comentários

tel 06.07.2004 – 04:30

Oi, Rô. Se a Dra. Leda viu, eu não sei. Mas que eu vi, eu vi. Mande um abração pra sua mãe. Diz pra ela comer um pouco de geléia de colherada, sem pão nem bolacha, por mim, que também fiquei com água na boca. beijos.
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