Rumo ao sul – parte 1.

No início das férias do Reiner (26/08) tomamos o rumo do sul. Dizer isto aqui na Europa significa: ir em direção ao sol. De onde ainda há sol. Choveu muito durante todo o dia. E a viagem seguiu lenta, sem pressa. Fizemos algumas paradas para esticar as pernas e atingimos nosso primeiro destino no final da tarde. Cidade: Beatenberg (1200m). Hotel: Dorint. Da janela uma paisagem incrível: as montanhas Jungfrau (4153m), Mönch (4099m) e Eiger (3970m) – desculpem  mas não sei os nomes em português, se é que há – eram  as montanhas à nossa frente. E abaixo delas o Thunersee (Lago de Thun, cidade na Suíça). Durante o percurso mamãe sempre dizia: „Rosangela, estamos subindo a serra, Rosangela” E eu: „Ô mãe, serra a gente tem em Minas. Estas aqui são montanhas mesmo.” No hotel, não cansava de admirar a paisagem e as pequenas mudanças de nuances de cor, o movimento das nuvens abaixo de nós e o lago lá embaixo escuro. „Corre lá no seu quarto e busca a câmara, Rosangela. Amanha não pode estar tão bonito assim”. „Que pena, amanhã, com o sol, não vai haver este contraste de cores verde. E não vai haver mais nuvens” „ ela já sabia da previsão de tempo para hoje: tempo bom, temperatura mais ou menos 20°C. Nem queria sair de frente da janela para ir à piscina ou jantar. Tudo desperdício de tempo que ela poderia ficar admirando as montanhas espetaculares à nossa frente.
dsc09301 No dia seguinte, 27 de agosto, seguimos de carro até Grund onde tomamos uma gôndola até a Montanha chamada Männlichen (2210m), de onde partimos para uma pequena caminhada de 1,20hs (fizemos em 2hs), descendo um pouco montanha abaixo, bem confortável. E, não posso deixar de dizer, maravilhosa, devido à paisagem deslumbrante.
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A caminhada nos levou até Kleine Scheidegg, onde tomamos um trem que nos levou até o pico da Jungfrau, Jungfraujoch, Jungfraujoch (3454m), próximo ao pico da montanha Jungfrau, o ponto mais alto da Europa que se pode subir sem escalar, bem explicado de trem. Nosso principal objetivo lá: fazer o batismo de neve da Dona Toninha. E foi devidamente feito!

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E claro que não ficou sem troco.
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E sentiu a sensação de caminhar na neve.
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Mas além disso, não só a Dona Toninha mas nós todos nos deslumbramos com a incrível sensação de olhar a paisagem tendo as nuvens abaixo de nós.

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E de lá se pode também ver a maior geleira de montanha do mundo, a Aletsch, que tem 14 km de comprimento.

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Dona Toninha com a geleira Aletsch ao fundo.

E também onde pode-se ver a geleira por dentro.
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E como a Dona Toninha reagiu a tudo isto? Ah, está é uma outra, muito mais longa estória, que vou deixar para contar depois. Mas, lembram-se da cara de alívio que ela fez depois da caminhada ao Teck (Expressão característica)? Pois assim esta cara se repetiu quando entramos de novo no trem para descer a montanha.

E no dia seguinte, 28/08 ? sábado, continuamos nossa viagem rumo ao sul. E dona Toninha foi se despedindo das montanhas enquanto podia vê-las.

PS: Esqueci de comentar que lá no Jungfraujoch a temperatura era de ?7°C. E Dona Toninha nem percebeu que estava tão frio!

por RosangelaE em Impressões de viagem.

Comentários

Manoel Carlos 12.09.2004 – 18:48

Coitados dos mineiros.
Quando Dona Toninha regressar, ai de quem falar de serras. Logo ela dirá: – isto é um montinho, serra de verdade é lá na Europa!
Imagino como ela descreverá a sensação de andar nas nuvens, ou melhor, acima das mesmas.
A paciência e boa vontade de vocês, isto sim, é o melhor presente que vocês poderiam ofertar a Dona Toninha.

angela 12.09.2004 – 19:35

É como disse o Manoel Carlos,as montanhas de Minas vao virar montinho…adorei o passeio,to anotando tudo,espero poder um dia fazer o mesmo roteiro….ó Deus!
Minhas meninas, provavelmente estarei me mudando para USA, mas depois eu conto.
Manoel nao consigo entrar no seu Agreste menino….
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