Manhã de sol.

Uma manhã de sol. Uma manhã de sol.
Uma manhã de sol. Uma manhã de sol.
Uma manhã de sol. Uma manhã de sol.
Uma manhã de sol.

por RosangelaE em Na Alemanha – 4 Kommentare

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wilma 29.10.2004 – 16:13

Ai, ai,ai…preciso de um lugar assim para sentar na grama com uma toalhinha de xadrez vermelha, uma melancia bem docinha, um cachorrinho por perto para animar o cenário e ouvidos só para o som ambiente…como preciso!!! Obrigada pelas fotos Wilma

telma 31.10.2004 – 03:04

Rô, esse lugar não existe. O chão de grama verdinha, o mato verde, as pêras bojudas pendendo dos galhos – verdinhas as pêras e as árvores – e as pessoas respeitosamente esperando a hora de colher. Esse lugar não existe.

Manoel Carlos 01.11.2004 – 14:34

Imagens outonais maravilhosas.
Para não deixar de ser chato, reclamo: falta o cheiro, da terra a exalar um quê de fecundidade.
Quando vão implantar uma internet com olor?

carola 01.11.2004 – 16:46

que sonho! fotos maravilhosas demais.
beijo,
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Lembranças alheias.

Sempre tive um jeito engraçado com estórias que ouço. Lembranças de outras pessoas, por exemplo, que eu acho bonitas, acabo quase incorporando como minhas, de tanto que penso nelas.

Eu tinha um amigo em Beagá. O Carlito. Carlito uma vez me contou um sonho. Ele sonhou que via o mar. Que no mar havia um navio que se afastava do porto. Mas ele via o navio se afastar através de uma parede de gelo onde estava escrito a palavra Time.

Pois eu achei tão lindo. tão triste e melancólico, que até hoje penso neste sonho dele. Será que ele se lembra deste sonho, que ele sonhou há mais de 20 anos atrás? Onde andará o Carlito?

Pois agora, acho que uma lembrança do Manoel vai grudar em mim.

Uma lembrança concretista:

?Lá vem a lua saindo, branquinha como leite…
– … se “quaiá”, eu como!?

Dêem um pulo lá pra ver a lembrança dele na integra.

Sempre tive um jeito engraçado com estórias que ouço. Lembranças de outras pessoas, por exemplo, que eu acho bonitas, acabo quase incorporando como minhas, de tanto que penso nelas.

por RosangelaE em Conversa direta – 2 Kommentare

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Manoel Carlos 28.10.2004 – 12:12

Eita! Fiquei enternecido. Grato.

Alice 28.10.2004 – 18:03

aHÁ! Então vc é mesmo de Beagá? Um beijo e um pedaço de queijo holandês.

Outro dia dourado e depois…

Ontem foi outro dia dourado. Fomos ao jardim e de lá fizemos uma volta a pé pela floresta que tem perto. Além das cores lindas, temperaturas ótimas, perto de 24°C. E motivo extra para sorrir: ver este casal passando em uma tandem, estas bicicletas de dois assentos, um atrás do outro. Eu e o Reiner sempre brincamos que um dia ainda vamos ter uma. Mas duvido que iríamos nos vestir com esta elegância para passear por aí. Ele usava até gravata!
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Consegui fazer uma segunda foto, quando os encontramos mais à frente, descansando. Que elegância. Ficamos sorrindo o resto da tarde.
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Também por causa das cores, do sol, das temperaturas.

E hoje voltou a chover. No início até pensei nas nossas chuvas brasileiras: escutei um trovãozinho e depois escutei também a chuva batendo na vidraça da janela. Mas foi breve. Logo depois voltou à chuva característica desta época. Ininterrupta e silenciosa ? aqui eu raramente escuto a chuva batendo na vidraça. E, ao que tudo indica, vai ficar assim o dia todo. E pode até ficar a semana toda. Ou mesmo, semanas a fio. E esta é a grande diferença.

Eu sempre amei as chuvas no Brasil. Amei mesmo. E ainda amo. Amava as chuvas quentes e abruptas, barulhentas… e quentes. Adorava passear molhando os pés nas enxurradas grossas, durante ou após as chuvas. Adorava as nuvens se adensando no fim da rua e se aproximando, urgentes. Adorava o cheiro que subia da terra recém molhada. Aurésia ? aprendi um dia. E esta palavra foi a minha preferida e mais amada por anos a fio. Esta palavra ? aurésia, me voltou à memória semana passada por causa de um lindo e-mail do meu irmão. Depois que escrevi que estava triste por causa da chuva, ele me escreveu:

?Querida irmã Rosangela,
visitei o seu blogg, está maravilhoso. Ainda chove mas as fotos com aquela árvore amarela parece árvore do cerrado. Esqueci o nome da árvore do cerrado. Muito bonita….
Não fique triste com a chuva pois ela molha a terra. Você sente aí o cheiro da terra molhada no ar , quando fica muito tempo sem chover? Vi as couves também, que maravilha!!
A mamãe esta voltando a ver devagarzinho.
Nana, felicidades!!
Um beijão do
Dodo?

Não, meu querido. Aqui não se sente o cheiro de aurésia no ar- sua pergunta me surpreendeu tanto que fui confirmar com o Reiner. Não, ele não conhece este cheiro. Aqui, fica tudo cinza, úmido e frio. Só. Por isto, quem não conhece as chuvas alemãs, não pode entender mesmo a minha tristeza. Espero mesmo que esta chuva não dure tanto e que outros dias dourados ainda venham, antes do inverno chegar.

PS: A minha mãe fez uma operação de catarata logo que voltou para o Brasil. E como vocês podem ver, está tudo bem.

por RosangelaE em Na Alemanha – 3 Kommentare

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wilma 25.10.2004 – 18:09

Oi, que lindo esse casal de bicicleta!! e uma descansadinha no banquinho…um programão!!!
Aurésia, aprendi mais uma palavra…no meu dicionário não tem!! Beijos Wilma

Manoel Carlos 26.10.2004 – 02:45

Quanta luminosidade nas fotos!

telma 27.10.2004 – 13:32

Querida, é tão bom ver seu encantamento com as cores, flores e frutas da sua horta e jardim. As fotos são uma maravilha, dá muita vontade de ir até aí ver ao vivo as feiras, os parques, as montanhas, tudo!

Me surpreendeu você ficar tão triste com a chuva, logo você que sempre gostou dela! Imagino que deve ser porque aí é tão diferente. Enquanto aí a chuva é contínua e dá a sensação de interminável, como você mesma disse, lá pras bandas do cerrado de Minas as chuvas eram rápidas e às vezes ficávamos meses na seca.

Eu também não sabia que o cheiro da chuva tinha uma palavra só pra ele. No meu dicionário também não consta. Era um segredo só seu, né? Que bom que compartilhou com a gente. Aurésia… lindo, lindo.

A árvore amarela do cerrado que o Dodo não lembrou o nome deve ser o ipê amarelo, não? Minha avó sabia outro nome para ela, mas agora não consigo lembrar. Lembrarei, qualquer dia desses, do nada, quando nem estiver pensando nisso. Aí escrevo contando.

Ah, suas fotos no outro site estão lindíssimas também. De encher os olhos. Vi a pereira e lembrei do conto ‘Bliss’, da Katherine Mansfield, no Brasil traduzido pela Ana C. Deve ser linda de deslumbrante quando está em flor.
Um beijo grande. Saudades,
telma

Flickr!

A partir de agora tenho outra página onde publcarei mais fotos!

Aqui as ruinas do castelo Reußenstein. Fotos de uma caminhada de ontem, em busca de sol e cor! Bom fim de semana para todos!

E qualquer dia volto aos meus sentimentos em relação à chuva e aos tempos chuvosos! Por enquanto, festejo a volta do sol!

Ruinas do castelo ReuÃ?enstein.

por RosangelaE em Conversa direta –  Kommentieren

Os dias dourados, onde estão?

Aqui nesta terra, é possível passarem-se semanas sem que o sol dê o ar da graça. Isto é muito comum no mês de novembro. Chove sem parar. Outubro ao contrário é conhecido pelos seus dias dourados. Este ano o outubro esta mais para novembro que para ele mesmo. Chove sem parar, fez frio, este nublado e até com neblina densa. É difícil não ficar triste com este tempo. Como ontem:

Fotos feitas ontem à tarde, às 17:00hs, em Kirchheim.

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Mas hoje o sol se mostrou, tímido, exitante, mas esplendoroso! Vejam as cores da feira hoje de manhã.

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E como o tempo parece que vai ficar bonito no fim de semana, já dá pra começar a se animar! Avante, avante! Que os dias dourados ainda virão!

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Manoel Carlos 21.10.2004 – 17:22

Podem ser tristes os dias nublados, mas são convidativos a um vinho e a outros prazeres domésticos.
Aliás, Sílvia, minha mulher, recorda com humor que ficou surpresa a primeira vez que ouviu alguém no Nordeste dizer que o dia estava bonito… pra chover!
Para as vítimas da seca, existe mais beleza na chuva que no sol causticante.

wilma 22.10.2004 – 05:53

Oi, ao contrário de vc acho romântico e calmo um dia nublado ou chuvoso. Esses dias aqui no Rio chove e aproveito pra ler, tomar chá, colocar meia nos pés…ir ao cinema, as compras, com frio é melhor…será que se durar meses também vou achar triste? mas com esse colorido da feira seria difícil. Lindas fotos como sempre!! Sobre s/mãe fiquei sem palavras…pensando bem, fiquei com esperança que até os 78 anos ainda vou conhecer a Europa!!! Lembranças a ela e Beijos Wilma

A couve brasileira na Alemanha.

Como gostamos de feijoada, temos de ter couve. Já viram feijoada sem couve? Então plantamos nossa própria couve. As sementes, trazemos do Brasil: Couve Manteiga. No início da primavera plantamos em um vazinho raso e largo e deixamos no balcão. As que plantamos este ano, estavam assim no começo de junho.
A couve começando a brotar.
Colocamos as mudinhas na terra, antes da minha viagem ao Brasil no fim de junho, quando elas tinham mais ou menos 10 cm de altura. Mais ou menos.No fim de agosto, logo depois da primeira colheita, elas estavam assim:
a primeira colheita.
Em meados de setembro, antes da segunda colheita, elas estavam assim:
a segunda colheita
A questão é que logo depois vem o frio e a couve não resiste. Morre. Então temos que conservar para comer com feijoada no inverno!
Para tanto, levamos as folhas colhidas para casa, lavamos uma a uma, picamos tudo como manda o figurino, branqueamos e congelamos. O branqueamento consiste em mergulhar a couve picada em água fervente com sal por mais ou menos 1 minuto. Tirar da água fervente e colocar em água fria, gelada mesmo se possível, para interromper o cozimento. Escorrer bem, colocar em saquinhos, tirar o vácuo com o aparelhinho próprio para isto, lacrar e congelar. O aparelho que faz o vácuo, já lacra o saco. Está pronto!É só rotular e colocar no congelador. Nós sempre colocamos a data de congelamento para podermos controlar. Vamos usando as mais antigas primeiro.Ontem mesmo comemos uma couve congelada em 2001! E estava perfeita.
prepando para congelar.
Em São Paulo já se pode comprar couve congelada. Vi na casa de uma amiga. Mas por aqui, tem-se que fazer mesmo, já que eles, os alemães, nem conhecem nossa couve. Eles conhecem e usam uma grande variedade de parentes da couve. Mas couve mesmo, não tem.Para preparar também não tem segredo. É só descongelar, de preferência com antecedência, e preparar como se gosta. Muitas vezes esqueço de descongelar e acabo descongelando na marra, na frigideira mesmo. Mas, é bem melhor e mais fácil, quando descongelamos com antecedência.

Dá um baita trabalho no dia da colheita. Este ano, só em setembro, congelamos 4 Kg de couve! Pesados nos saquinhos prontos para congelar. Mas vale a pena, quando der palpite de comer couve, com ou sem feijoada, é só tirar do freezer. E bom apetite com sabor brasileiro!

E no ano seguinte, começa tudo de novo…

por RosangelaE em Do antigo Iliquido com  9 Kommentare

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wilma 19.10.2004 – 15:20

Oi Rosangela, conheci s/blog atraves do s/coment no blog da Dri na Holanda, gostei muito de visitá-la e voltarei mais vezes para conhecê-la melhor e suas habilidades hortifrutíferas, pois tenho me encantado muito com este assunto. Até mais. Uma abraço de Wilma.

angela 19.10.2004 – 20:57

Rosangela,vielen,vielen Dank,
Vc esclareceu minha dúvida, eu havia congelado algumas vagens que plantamos, mas eu cozinhei demais, e nao sabia que tinha que escaldar com agua fria,foi um desastre na hora de descongelar,ficou parecendo mingau.
Vou mostrar já,já ao meu sogro as suas fotos e no próximo ano se DEus quiser teremos couve no jardim,e o aparelhinho´de tirar o vácuo vai fazer parte da minha lista de presente de Natal.
Küsse

rosangela 19.10.2004 – 21:19

Wilma, com a chegada do inverno provavelmente não vou falar tanto assim sobre o jardim. Afinal o jardim entra em repouso e o assunto com ele. :-) Mas volte sempre. Seja bem vinda!E Angela, nós costumamos também congelar vagens. Este ano não platamos vagem, mas no ano que vem já está na lista. O Reiner não acha tão importante assim a parte do resfriamento. Eu acho que o importante mesmo é o tempo na água quente não seja muito longo. A finalidade é matar algum microrgnismo que por acaso esteja presente. Quanto à maquininha de tirar vácuo, o Tschibo sempre traz em oferta. E bem baratinho.:-) Um abraço,

Manoel Carlos 19.10.2004 – 22:44

No Rio se diz: feijoada com couve à mineira. Não é a feijoada que é à mineira :). O tutu também. E como vocês fazem para terem feijão? E aquilo ao fundo é jerimum (abóbora) ou melão?

Alice 20.10.2004 – 18:03

Oi, Rosângela. A Dri me mandou no seu blog. Ela acha que vc é mineira por cauda das couvinhas e do seu jeito com plantas. Suas fotos são lindas, sua mãe é linda. É bom achar cantinhos lindos, verdes e cheios de frescor como o seu na net. Obrigada.

rosangela 20.10.2004 – 20:58

Concordo Manoel, dizem que mineiro nem sabe fazer feijoada! :-) E realmente feijoada não faz mesmo parte das minhas memórias culinárias da ?casa da mãe?. Minha mãe fica brava quando digo isto. Ela diz que sempre fez feijoada em casa. Eu não lembro. Quanto ao tutu eu não sei dizer. Mas este minha mãe sempre fez! Ao fundo na foto o que se vê é uma imensa abóbora. E o feijão, preto pra feijoada e o outro, pro dia a dia, trazemos do Brasil. Mas enquanto mamãe esteve aqui, comemos feijão com tanta freqüência que acabei comprando um vermelhinho que se encontra à venda aqui, que não decepcionou nada não. Mas do preto, pelo menos eu, nunca vi para vender!Pois é Alice. Viu? A Adriana acertou. Eu sou mineira mesmo. Mas não tem nada a ver com ter jeitinho pra plantas. Quem tem dedo verde aqui em casa é meu marido. E, Alice, quem tem de agradecer aqui sou eu. Pela sua visita e por suas palavras tão gentis. Obrigada, e volte sempre.

Sabine C. Kögler 25.07.2005 – 13:46

Boa tarde, gostaria de saber o q tenho q fazer para poder comprar a couve!!!!! Aguardo contato, Sabine.

andrea panzera 29.12.2005 – 23:41

ola, que maravilha…moro na irlanda, posso comprar a sua couve?
um abraco fortr
andrea panzera

rosangela 30.12.2005 – 19:30

Olá Andrea,
quando a Sabine perguntou sobre a compra da couve eu lhe mandei um email com a informação de que não produzimos a couve pra vender. Só produzimos para consumo próprio. E este ano, 2005, nem plantamos couve nenhuma no jardim. Te mando uma resposta por e-mail mas deixo a resposta aqui pra não gerar falsas esperanças a outras pessoas. Plante no ano que vem! Dá um prazer danado plantar e colher. E não dá trabalho nenhum, só plantar e aguar. E congelar é também um bico. É só seguir as dicas acima.
Abraço forte pra você também e feliz ano novo!

Alguns dos outros produtos do jardim.

Enquanto os dias dourados de outubro não se deixam mostrar, camuflados como dias de novembro, cinzentos, nublados e frios, deixo outras colheitas no jardim.

Amoras silvestres, com seus espinhos.

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Abóboras e couve manteiga brasileira.

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Framboesas.

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Morangos.

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Zwetschgen – um tipo de ameixa.
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Os produtos na cesta.

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por RosangelaE em Na Alemanha 4 Kommentare

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angela 13.10.2004 – 15:35

Rosangela,que delícia,lindas fotos.
A couve me deu água na boca…entao vc tem amora silvestre?Sabía que o suco é muito bom para nós mulheres?
Nem vou falar da abobora,mas as suas tb têm muita água?
_Obrigada pelas aulas,estou adorando.
küsse

Claudia 14.10.2004 – 10:08

Rosangela,
Mas que delícia! Fiquei com vontade de experimentar as ameixas, diferentes das nossas aqui. Marina, minha filha, adora framboesas, e eu gosto de fazer cheese cake com a geléia e com as frutas sobre a torta.
um beijo carinhoso pra você

Adriana 14.10.2004 – 17:57

Ai que liiiindo. Quero plantar amoras na casa nova! Pega fácil? E couve mineira, como vc plantou? Trouxe mudinha do Brasil? Quero dicas…Beijos, Dri

Manoel Carlos 17.10.2004 – 03:56

De certa forma, nós brasileiros, perdemos este hábito de plantarmos alguma coisa em casa. Mesmo em apartamentos seria possível fazê-lo pois há vasos especialmente adequados. Faz-nos falta.