Apaziguada

Tudo bem. A tristeza passou. Passou porque sei ter tido oportunidade de fazer coisas com mamãe que nem imaginei que poderíamos fazer juntas. A mamãe, no auge dos seus 78 anos (completou-os aqui no dia 23/07), subiu montanhas e conheceu a neve, caminhou por ela, brincou de jogar bolas de neve.

Percorreu trilhas em florestas, caminhou por veredas de bicicletas e pedestres, no meio dos campos cultivados. Ela velejou, andou de canoa, subiu a castelos, andou pelas ruas das cidades medievais, conheceu incontáveis igrejas, assistiu missa em alemão, italiano, francês e inglês.

Ela conheceu nosso jardim e suas frutas, para ela, exóticas. Ajudou até apanhar maçãs! E no último dia, ainda colhemos nozes.

Ela viu onde moramos, encantou-se com a pequena vila (6.000 habitantes) de casas coladas umas às outras e janelas que dão para a calçada e jardins que terminam no rio, límpido. A vila com seus pomares incontáveis, com seus campos de grãos dourados, com seu povo hospitaleiro.

E ela conheceu nossos amigos. Todos eles foram cativados por ela. Tanto que na última semana em que ela esteve aqui, tivemos a casa cheia, sempre. A Cindy e Frieda vieram na segunda-feira, a Frau Braun e Doris na quarta-feira, na quinta-feira vieram Regina e Kurt, na sexta fomos nos despedir de Brigite e sua família.

Não tenho motivos para estar feliz? Tenho!

por RosangelaE em Conversa direta

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