A colheita das nozes.

Os frutos, ainda na ávore, são verdes. Quem não conhece deixa-se facilmente enganar: parecem frutos polpudos e carnosos, quando o invólucro duro, onde se esconde a noz que se aprecia, é o que se esconde atrás da aparente polpa verde… até que o fruto esteja maduro. Isto se adivinha, primeiro por pequenas rachaduras na casca verde, deixando vislumbrar um interior escuro. E de repente aqueles envoltórios verdes se rompem e deles se desprendem as nozes. Neste momento os esquilos as vêm buscar, gulosos. Prova disto é uma grande quantidade de nozes partidas pelo chão. Outras nozes se desprendem e se escondem entre a grama. E lá ficam, como relíquias escondidas, só à espera. À nossa espera. A colheita pode se resumir a passar por lá todo dia e colher as nozes que caíram. Mas para acelerar o processo, pode-se subir e sacudir a árvore com vigor. Haja força para aluir um pouco aqueles galhos já tão grossos. Mas nos bons anos elas vêem abundantes, e saia de baixo para não machucar a cabeça. Assim nós colhemos as nozes.
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Como bons anfitriões, nós não deixamos de proporcionar aos nossos visitantes, o prazer de nos ajudar nesta tarefa. Assim, o Gerd compartilhou conosco no domingo de uma típica colheita de nozes. E mais ainda: em um ano de boa safra. Claro que ele adorou. Tanto que se propôs a voltar todos os anos nesta época para nos ajudar nas próximas colheitas. Para um alemão, crescido na cidade de São Paulo, não deixa de ser experiência gratificante, depois que se vê o resultado: 30 quilos de nozes. Há que se descontar alguns pequenos inconvenientes, é verdade: a dor nas costas e as mãos pintadas de amarelo como um fumante incontrolável, que nós não somos. Tudo bem, nada que um Dorflex e uma boa noite de sono não ajeite. Para o colorido da mão tem que se dar tempo ao tempo. Não há outra solução. E depois é só apreciar o prazer de comer as nozes fresquinhas, nas noites que já se tornam, gradativamente, cada vez mais longas. Para o Gerd, nem tantas nozes assim, já que pesariam muito nas malas que embarcaram ontem com ele de volta para o Brasil. Mais algumas lembranças, o registro fotográfico e um adendo nosso: ?Obrigado pela ajuda, Gerd! E não deixe de vir para a colheita do ano que vem!?

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por RosangelaE em Do Antigo Iliquido

Comentários

wilma 19.10.2004 – 22:01

Oi, só mesmo através do s/blog pode agora conhecer um noz. Nem pensei que assim fosse. Muito interessante!! Ateh. Obrigada pelas fotos lindíssimas!! Wilma

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