Esqui de caminhada

O Reiner volta pra casa e o fim de semana ganha atividade. Sozinha eu não iria, mas com o Reiner sempre tem alguma coisa pra fazer. E como há neve, um esporte de inverno está no programa. Como por aqui não há montanhas muito altas, há que se contentar com o Schwäbisch Alb, uma pequena elevação de mais ou menos 750m de altitude aqui perto. Embora haja algumas pistas de esqui alpino lá, elas são muito curtas. Não tem graça. Então a opção é o esqui de caminhada. Neste tipo de esporte a idéia é andar sobre os esquis, deslizando, empurrando com os bastões, em uma superfície relativamente plana. Há, inclusive marcas no chão que facilitam a caminhada. Andamos 8 km em 1:40hs. Neste tipo de exercício, pode-se andar um do lado do outro e até conversar. E embora sob baixas temperaturas (ontem ?6°C), o movimento nos aquece e nem dá pra perceber que está tão frio. Depois disto entra no programa: voltar pra casa, tomar uma ducha quente e depois uma bela sopa. Pronto. Estamos prontos para uma soneca de fim de tarde. Foi o que fizemos.

Aqui o Reiner no início da nossa caminhada. Depois estava muito frio pra ficar parado. Não tirei mais fotos.

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por RosangelaE em Na Alemanha – Iliquido – 1 Kommentar | TrackBack (0)

Comentários

wilma 31.01.2005 – 19:10
Oi, muito frio mesmo por aí, né? Nada como um parceiro disposto para dar movimento a vida…adorei este esporte, seria dos meus favoritos…deslizar sobre esquis, com bastão e ainda poder conversar, ótimo, gostei. Nada de altura, nem velocidade e um ótimo exercício. Parabéns!! Wilma

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O Gato. A Gata.

Ele vem todos os dias e se posta à frente da janela. Tem lá os seus horários que eu não conheço bem. O dono dele também tem lá o seu ritmo. O Gato parece conhece-lo bem. E sempre vem com antecedência. Às vezes coincide de eu vê-lo através da vidraça. E eu fico admirando a sua paciente espera. Ele se lambe, se estica, se coça, se sacode. E espera. Só uma vez flagrei o momento exato em que um senhor abre a janela e esvazia uma lata de comida de gato no prato. Mas eu sei que ele sempre vem. Porque o gato sempre vem. Muitas vezes o gato está acompanhado. Às vezes são dois, são três… Uma vez vi quatro! Mas só posso vê-los depois que começa a chegar o outono ou em pleno inverno, quando a árvore está assim desnuda e me permite olhar através dela. Então eu vejo o Gato. Mas nem sempre.

PS: Tudo que era ele agora é ela. Ou dela. E onde se lê “o gato”, leia-se: “a gata”. Mais informações nos comentários!

A gata

por RosangelaE em Na Alemanha     7 Kommentare

Comentários

Manoel Carlos 27.01.2005 – 11:29

Mas não é um gato… é uma fêmea.

rosangela 27.01.2005 – 11:38

Eh, Manoel, como é que você sabe? Tem olhar biônico? Ou é um dom que eu não domino? :-) Estou impressionada!

Ale 28.01.2005 – 11:39

Vai ver que o Manuel sabe algo sobre a raca que nao sabemos. Por exemplo algumas cores em certas racas sao especificas para femeas… Mas nao me pergunte qual pq tb nao sei!!!
Fique super curiosa com esse post, sera que o homem que os alimente e o dono ou apenas os alimenta, e como eles sabem disso eles voltam sempre no mesmo horario.. Curioso isso!!

Manoel Carlos 28.01.2005 – 20:53

Eu bem que poderia fazer mistério, mas minha desonestidade não chega a tanto :)
É uma questão genética, pois em qualquer raça de gatos, apenas as fêmeas podem ter três cores.
Se quiserem a explicação detalhada e de forma didática, pedirei que Sílvia, minha mulher, especializada em genética e ex-professora, a dê.

rosangela 29.01.2005 – 17:45

Não Manoel, não precisa explicar melhor. Já deu pra entender bem. Obrigada pela explicação. :-)

Monique 29.01.2005 – 21:29

A natureza é realmente muito curiosa… =)

Fer 02.07.2005 – 18:44

Rosangela! Que lindo, mas prebrecito, deve congelar…. :-)
beijao!

Estrelas

Os noticiários anunciam que em alguns anos não haverá mais inverno. O inverno mesmo parece não saber disto. Há três dias neva ininterruptamente. Nunca, desde que estou aqui, nevou tanto por tantos dias seguidos aqui em Dettingen. E mais ainda. A neve permanece o tempo todo. O dia fica com uma luminosidade estranha, difusa, brilhante. Até à noite parece cheia desta claridade descentrada. Confusa.

Ontem de manhã estava lendo uma reportagem sobre a neve, onde explicavam como que a neve se forma, dando origem a diferentes cristais de água em forma de estrela. Eu bem que pensei: ?Engraçado, eu nunca vi uma estrela destas!? No fim da reportagem comentaram que, devido a inúmeros fatores, normalmente só se pode observar estes cristais em forma de estrela em locais de grande altitude e quando está bem frio. Tá explicado porque eu nunca tinha visto as tais estrelas, pensei.

Pois ontem, aqui em Dettingen, com seus apenas 350m de altitude e uma temperatura relativamente razoável, 4°C, vi os meus primeiros cristais de gelo em forma de estrela.

Dá mesmo pra entender porque tantos se maravilharam com elas antes de mim! Tão diáfanas, tão fugazes. No mesmo instante em que tocam uma superfície se desfazem. E deixam as pessoas com seus olhares brilhantes para trás.

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por RosangelaE em Na Alemanha 3 Kommentare |

Comentários

Ale 26.01.2005 – 16:52

Que coisa mais linda!! Sem palavras! Eu acho linda essa imagem mas ate hoje tb so vi em fotos. Segunda ate tentei ver, mas derretia muito rapido, antes que meu olhos conseguisse focar! Muito lindo mesmo!!

Mario 27.01.2005 – 11:25

Oi Ro, que “objeto” maravilhoso? Em desenhos animados havia visto as neves em formas de estrelas, pensei que fossem só para tornar a fantasia mais bonita, estou vendo que me enganei. A natureza é maravilhosa, só temos que respeitá-la. Um abraço, Mario

Manoel Carlos 30.01.2005 – 02:15

Estes pequenos encantamentos revelam a sensibilidade de quem está atento a eles.

Lá e aqui

O Reiner está lá rua Dezesseis. Estão agora para degustar uma feijoada à mineira. Dona Toninha não cabe em si de alegria que ele tenha ido passar o fim de semana com ela. Mas como ele gosta de espaço, dorme no hotel. E chove naquela terra que não tem fim. As torrenciais chuvas de verão. Pois ele acordou às 5 da manhã com o barulho dos pingos no ar condicionado no hotel, depois de duas noites já bem pouco dormidas. Mas ele ?tá lá, no maior bom humor. Gracinha.

Enquanto isto eu estou aqui, encantada com uma descoberta quentíssima. Uma não, duas. O Picasa E o Hello. Depois de trombar com alusões ao Picasa mais de 5 vezes em dois dias, portanto nem sei mais onde foi que li a indicação ao programa pela primeira vez, eu tinha de ir conferir. E valeu muito a pena. Quem não conhece e tem fotos digitais no computador, tem que conhecer. É simplesmente ótimo. Porque? Por que não é apenas um programa para olhar as fotos, é um potentíssimo banco de dados que organiza suas fotos do jeito que você quiser. Além disso permite ver as fotos em Slideshown, sem trabalho nenhum. E se vocês tem um blog no Blogger, vale mais a pena ainda. Associado com o programa Hello, você manda sua foto para o Blog, sem primeiro ter que diminuir e adaptar ao tamanho. Os Hello faz isto para você. E sua foto original fica no computador e ninguém tem acesso a ela. Eu estou convencida que é seguro. O Picasa é da Google e ambos são completamente gratuitos. Tem dúvida? Vai lá conferir. Com os dois programas você economiza uma coisa muito valiosa: tempo. Ah, eu não ganho comissão nenhuma!

Aqui e aqui.

E bom fim de semana para todos!

Não acontece nada?

Claro que sim! “Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo”. Adoro esta frase mas infelizmente não sei de quem é ? ou esqueci. Alguém sabe? Se souberem por favor me digam.

Mas acontecem mesmo mil coisas. Acho que quando eu menos escrevo é que mais coisas estão acontecendo. As vezes de verdade. As coisas por fazer sobrecarregando, corre pra cá, corre pra lá…

Às vezes as coisas só estão acontecendo aos borbotões na minha cabeça. Vocês conhecem alguém que nunca tem ou teve certezas na vida? Se não conheciam, conhecem agora: Eu! Dogmas? Bah, não deveriam existir. Acho que tudo é relativo. Tudo mesmo. Tudo depende. Depende de um monte de coisas. Sempre.

Às vezes as coisas acontecem no coração. Aí geralmente eu tenho vontade de escrever mil coisas. Então, geralmente, não posso escrever nada. Pelo menos não aqui. Regra minha, claro. Como diz uma música alemã: ?Herzen haben keine Fenster und Niemand sieht hinein? . O que significa: ?O coração não tem janelas e ninguém olha lá dentro.

É claro que está é uma janela: para o que eu sou, para o que eu vivo, para o que eu sinto. Mas o meu coração não pode ficar totalmente a descoberto. Muitas vezes nem para mim mesma. Além disto, as coisas do coração geralmente envolvem terceiros. E por respeito, silencio.

Mas muitas coisas do corre-corre aconteceram. Na terça-feira veio o Sr. Dirk instalar nosso programa novo para e-mail. E recebi um programa novo para trabalhar fotos. Maravilha. Ontem, chegou nosso sofá novo e o Reiner voou para o Brasil (Já chegou e bem!). Como ele vai visitar a Dona Toninha, toca-me a arrumar as coisas que sempre ficam pra ultima hora: quero sempre colocar mais alguma coisinha na caixa pra ela. E hoje, bem cedinho, fiz o meu primeiro tratamento dentário mais demorado aqui na Alemanha. E tenho vontade de falar de cada um destes temas, além de coisas interessantes que li recentemente em revistas daqui. Sem contar que tenho vontade de falar dos temas que estão em nos discussão nos noticiários daqui:
1) O uso do exame de DNA para determinar paternidade, pode ou não pode ser solicitado só pelo pai, sem autorização prévia da mãe e da criança ? quando possível?
2) O exame de DNA deve ser usado para substituir a impressão digital, generalizadamente?
3) Os altos níveis de dioxina nos ovos de galinhas que são mantidas livres!

Querem mais? Eu também quero. Eu sempre quero escrever muito mais do que escrevo. Mas não dá. Temos de esperar. Enquanto isto eu comemoro um pequeno milagre, quase imperceptível, do qual me dou conta agora: O Reiner viajou, fiz meu primeiro tratamento de fôlego no dentista, está um tempo miserável lá fora, frio com vento sem quase nenhuma luz o dia todo e, apesar disto, eu não me sinto mal ou triste. Eu tenho um monte de coisas que quero fazer ainda hoje, inclusive um bolo. Então me vou.

Bom dia a todos!

por RosangelaE em Na Alemanha 4 Kommentare |

Comentários

wilma 20.01.2005 – 18:30

Oi, adorei o post. Assuntos infindáveis e bons. Vejo que adora fazer bolos, eu também, só que agora evito pois como muito e não devo porque o peso está nas nuvens!! AFF!! Escreva sempre. Beijos Wilma

Ale 20.01.2005 – 19:50

Tambem adorei seu post, bem “eu comigo mesma”, eu tambem nao tenho certeza de nada nessa vida, e fala a verdade quem eh que tem??? Se tivesse nem precisaria estar aqui na terra! Fui! BJS

Manoel Carlos 21.01.2005 – 00:58

Há quem faça do blogue um diário virtual, com maior ou menor grau de exposição.
Há os que se revelam através do que escrevem, seja os ideais, os princípios…
E há, ainda, os que mesclam as duas coisas, como parece ser o seu caso.
Quando dona Toninha esteve aí, isto virou um diário de viagem, com muito humor.

cida 22.01.2005 – 12:48

Continue mesclando as coisas como disse o Manoel Carlos porque seus posts são sempre interessantes e gostosos de se ler.
Beijos
Cida

Verde

O outono na floresta.

por RosangelaE em Caderno antigo 3 Kommentare

Comentários

telma 27.01.2005 – 04:32

O verde e o azul sempre tão perto um do outro como o são o si e o dó. E que bom reconhecer sua letra de novo, nesses tempos de cartas expressamente eletrônicas. Beijão

Márcia 16.06.2005 – 03:23

Azul

não há palavra
possível

tanto faz se
céu ou chão

? tão meu! ?
? tão longe! ?

à beira-mar
à beira-mangue

? tão verde! ?
? tão verde! ?

teu céu
meu chão.

Márcia Maia

Um beijazul daqui.


Márcia 16.06.2005 – 03:25

Eita, deixa corrigir. ;)

Azul

não há palavra
possível

tanto faz se
céu ou chão

? tão longe! ?
? tão longe! ?

à beira-mar
à beira-mangue

? tão verde! ?
? tão verde! ?

teu céu
meu chão.

Márcia Maia

— beijoutro.

Cardos

E enquanto espero a gripe (ou resfriado) passar, os cardos me acompanham na sala.

O outono na floresta.

por RosangelaE em Na Alemanha 5 Kommentare

Comentários

Ale 15.01.2005 – 16:46

Toma bastante vitamina C!! Espero que fique boa logo! Fotos lindas para variar!! BJS!

Manoel Carlos 16.01.2005 – 02:16

Você já postou belas fotos, mas creio que estas foram as melhores, mais belas e expressivas.

telma 16.01.2005 – 23:32

Maravilha de cardos, Rô. Lindos. Mas confesso que os chamo de cardos com uma intimidade que não tenho. Sabia de sua existência, é verdade, decerto por meio de contos ou poemas. Pensei logo na Bíblia e em Machado de Assis, mas aí o Houaiss me disse que são plantas nativas do Mediterrâneo, Canárias e sul da Europa, portanto não deve ter sido pelo Machado. Mas estou falando dele com uma intimidade que tampouco tenho. De qualquer forma, adorei conhecer enfim os cardos, especialmente esses, vistos e revistos em fundo vermelho, amarelo e verde por você.

Espero que a esta altura você já esteja boa da gripe. Um grande abraço e obrigada por mais esta luz.


wilma 17.01.2005 – 12:41

Oi Rosangela, que o resfriado tenha saído de você.
Quanto aos cardos, lindos mas o vi certa vez num hotel em Saquarema e os chamei de abacaxis de jardim…srsrsrs devo pesquisar o assunto. Um abraço Wlma

Mario 20.01.2005 – 12:33

Oi Ro, muito obrigado pela visita no nosso fotoblog. Ainda algum espero conseguir fotos tão lindas como as suas, estas em particular estão maravilhosas. Espero que ja esteja melhor. beijos,
Mario