Crisântemos

Todo mundo já sabe. De vez em quando não sou, não estou de muitas palavras. Enquanto elas não se apresentam, vou deixando só fotos por aqui. E de flores. Eu fico feliz por poder tê-las por perto. Sempre. Com ou sem palavras.

crisântemos

Tirei esta foto ontem também. Elas estão na sala, junto com as rosas. Não sei de qual eu gosto mais.

Dia típico de novembro.

Frio.Úmido. Chuvoso. Bom pra ficar em casa? Errado. Com o meu marido. Tem que ter pelo menos uma pequena caminhada pelas redondezas. Eu reclamo, não quero ir. Mas também não quero deixá-lo ir sozinho. Vou, é claro. E é sempre a mesma coisa: acho bom ter ido. A caminhada esquenta, a gente vê como está a natureza. Mesmo assim, num dia frio, úmido e chuvoso, tem lá a sua beleza.

Uma encruzilhada em novembro na Alemanha

 

Reciclando

Foi o que estive fazendo por três dias. Quando é que é obrigatório o uso de capacete ao volante de um automóvel? Perguntas como estas têm respostas diretas. Eu achei que, esta pergunta pelo menos, era uma brincadeira da moça que estava ministrando a aula.

Não tive como escapar. Para renovar minha carteira de motorista brasileira, fiz a opção de fazer o curso ao invés de fazer a prova diretamente. Perdi a chance de me inscrever para a prova de terça-feira e a próxima será só na próxima terça, quando já estarei de novo a caminho de casa. Mas até gostei do curso. Eles explicam detalhadamente, esmiuçando as nuances da língua, os imbróglios dos termos jurídicos, para ficar claro pra todo mundo. Agora tudo resolvido, é só esperar que me enviem a carta pelo correio. Pressa, não tenho mesmo. Não sei quando estarei usando minha carteira brasileira de novo. Mas, é preferível estar com tudo em dia.

E quanto à resposta da pergunta acima: é necessário andar de capacete dentro do carro, quando o pára-brisa dianteiro estiver quebrado. A não ser que se tenha como provar (cacos de vidros recém quebrados) que o vidro acabou de quebrar.

Prevenção.

Sexta-feira fui à casa da minha cunhada e o rapaz do controle da Dengue apareceu para dar uma olhada. Novembro, começo da temporada dos mosquitos. “Bom”, pensei. Fui junto na vistoria. Falei que tem chovido aqui? E tem um calorzinho gostoso… Bom pra mim. E ideal para os mosquitos. Ele achou um saco de lixo no quintal, todo molhado. Minha cunhada gritou de longe: “Vai ver que foram os cachorros que levaram!”. O moço deu um sorriso grande. “São sempre os cachorros…”, disse. Mas concordou que de vez em quando a ventania distribui mesmo sacos de lixo para todo lado, quando a minha cunhada contou. Ele joga um pozinho na latinha de água do cachorro – “Rosangela, fala pra ele que esta água é trocada todo dia!” – e numa minúscula pocinha no topo de um recipiente de bruços. Larvicida. Na medida certa não faz mal pra saúde de ninguém, explicou-me o moço simpático, e também explicou o modo de atuação do produto. Tudo prontinho na ponta da língua. Tudo leve. Depois de tudo, não achou mais nada, foi embora levando o saco contendo a “coleta” dele. Não sem antes me dizer que a chance de eu pegar dengue de novo é aqui é muito pequena, que no ano passado o número de casos já foi bem menor e que neste ano a prevenção está bem equipada. Assim espero. Com a ajuda do moço simpático e da população conscientizada. Se eu pegar Dengue de novo, provavelmente terei a forma hemorrágica. Se a comum já foi ruim, não quero experimentar a outra forma de jeito nenhum.
O moço deu um sorriso gostoso quando pedi para tirar uma foto. Não vi os outros, mas só de estar fazendo este trabalhado tão importante, já gosto de todos eles. Que rapazes simpáticos…

Atualizando em 23.11.2007, para apoiar a blogagem coletiva de ontem sobre Dengue proposta pela Meire.

O rapaz do controle da Dengue

Olha aí o rapaz simpático do controle de Dengue. Vamos lá, fazer a nossa parte para ajuda-lo a manter os mosquitos sob controle!