Dando o nó na gravata.

Dando o nó da gravata

Este é um ritual do Reiner a cada começo de dia. Dar o nó na gravata. E hoje é um dia especial.

Hoje começa o carnaval aqui e o dia é chamado de “quinta feira suja”. É costume que neste dia as mulheres cortem as gravatas dos homens na rua. E no trabalho também. Quando Reiner se lembra, escolhe uma gravata velha pra usar. Hoje ele se lembrou.

E sim, ele gosta de gravatas extravagantes.

 

PS: Cortaram mesmo a gravata dele!

Cartões, cartões e mais cartões.

Outra mania minha. Eu compro cartões postais aos montes, onde quer que eu vá. Eu participo do Postcrossing, embora esteja meio parada no momento. Assim quando li na Meire, que ela faz coleção, tive a idéia.

Se alguém aí quiser receber um cartão meu, é só enviar o endereço para o meu e-mail, que recebe um cartão meu. É claro que eu prometo não distribuir o endereço e não divulgá-lo para mais ninguém. O motivo e o lugar do cartão será uma surpresa.

Então, quer receber um cartão meu? Envie o endereço por e-mail. Basta clicar aqui.

cartões postais

Urgência

Lendo

Eu simplesmente precisava terminar de lê-lo hoje.

O livro me acompanha há quase um mês e estava lendo bem devagar, relendo trechos. Protelando o término ao máximo. Mas hoje tive urgência para terminar as últimas páginas.

“Trem noturno para Lisboa” . O autor, o filósofo Peter Bieri, escreve este romace usando o pseudônimo Pascal Mercier. Ele descreve a viagem de Gregório para Lisboa, deixando sua vida regrada e metódica sem dar satisfação a ninguém, seguindo um impulso momentâneo. Gregório quer simplesmente saber tudo sobre um autor português misterioso, cujo livro ele encontra por acaso em um sebo. A viagem e a procura pelos elos do autor morto, revela-se uma viagem fascinante ao seu próprio mundo interior.

Livro para ler e reler. Fato que, pra mim, é raro.

Mais aqui. Infelizmente só em alemão.

Café da manhã de domingo.

Quando não temos programa, o nosso café de domingo começa tarde e se alonga, se alonga… Lemos, conversamos, contamos de coisas que vêm à memória. Leitura sempre me atiça a memória. E hoje está chuvoso, ventoso, frioso… Ficar em casa é também um plano. O resto do dia lendo, conversando, o Reiner fazendo o imposto de renda, conversando, telefonando, enfim… Um típico domingo chuvoso em casa.

Bom resto de domingo para todos.

café da manhã

Vitaminas

Frutas

Minha amiga dona Martha Maria está fazendo 86 anos hoje. A nora dela nos convidou para uma festa surpresa na casa dos velhinhos, onde ela mora. O que dar a ela? Ela deixou tudo pra traz quando se mudou pra lá. Não quis levar nem os álbuns de fotografia. Sempre diz que não quer, não precisa de mais nada. “Mais nada”, enfatiza sempre. Ir de mãos abanando eu não queria. Aproveitei uma idéia que vi esta semana. Uma das minhas companheiras de caminhada, a Inge, fez aniversário esta semana e fomos tomar café na casa dela. A Susanne levou uma cesta de frutas. Adorei a idéia. E foi o que levemos hoje para a dona Martha Maria. Ela está muito bem lá. Tem uma nova amiga inseparável e até um pretendente. A tonteira passou quase de todo e ela até voltou a ler. Este teria sido outro bom presente, nós que trocamos livros já há alguns anos. Mas desta vez ficou sendo as vitaminas. Para descascar e comer. E um chá de frutas para esquentar as mãos nas noites frias.

Raízes negras

Parece um pouco mandioca, apesar de muito mais fina. Eu já tinha visto há muito tempo nos supermercados. O Reiner nunca falou a respeito. Comprei para experimentar. Hoje foi o dia. Acho que não me convenceu muito não. Provavelmente vai ficar nesta primeira/última.

Schwarzwurzeln

PS: A Alice perguntou pelo nome. Em alemão chama-se Schwarzwurzeln , que significa literalmente “Raizes negras”, não achei um nome em português. Talvez como se chama em espanhol: Scorzonera? E como uma amiga esclareceu-me em um comentário no Flickr:

“Man nennt sie auch “Bergmannsspargel”, weil sich früher nur die reicheren Leute den “echten” Spargel leisten konnten, während die Schwarzwurzel preiswert war bzw. wohl auch gut im eigenen (Schreber-)Garten angebaut werden konnte.”

Traduzindo:

“É também chamado de “Aspargo dos mineiros” porque, antigamente, somente pessoas ricas podiam comprar do “verdadeiro” Aspargo, enquanto as raízes negras eram mais baratas e ainda podiam ser cultivadas no próprio jardim.”

Em inglês a raiz se chama black salsify or Spanish salsify. Para ler mais a respeito, é só seguir o link!