Jardim sem visita frequente.

Ontem fomos ao jardim depois de três semanas sem aparecer por lá. A couve estava um matagal e eu até colhi um buquê de flores de couve. São muitas, muitas abobrinhas, todas de tamanho gigante. Nós apanhamos só quatro. E muitos, muitos pepinos; e muitas, muitas alfaces. Os tomates começam a ficar coloridos, mas estão bem, obrigado. O jardim cuida de si mesmo. Fora as couves que fugiram do controle, as outras plantas crescem bem, como tem de ser. Sem lesmas. Milagre.

A couve virou um matagal.

E até um buquê de flores de couve eu colhi.

E aqui as abobrinhas gigantes.

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Estocolmo

Passamos quatro dias lá – 11 a 15 de julho. Cidade linda, com muitas facetas, muitos contrastes. E o arquipélago imenso e cheio de tesouros ocultos. Tivemos sorte com o tempo: o verão se mostrou ensolarado, mas fresquinho. Uma amiga, a Regina Jung, foi conosco e a viagem ficou mais divertida ainda. Lá descobri que falo muito, demais mesmo, em português com o Reiner. Depois de dois dias falando só alemão, percebi que às vezes me sentia cansada e com vontade de fugir, muito comodamente para o português. Com nossa amiga do lado o tempo todo, não o fazia, claro que não.

Andamos muito, muito mesmo – como sempre e nos divertimos pra valer. E como a Regina adora fotografar, tenho algumas fotos minhas desta viagem. Eu tenho fama de fotografar muito. Anteontem ela me perguntou quantas fotos eu fiz e eu disse que tinha umas quinhentas fotos e ela se assustou porque ela trouxe mais de mil! “Mas você fotografava o tempo todo!”, ela disse. E ela também. E os números não mentem. Mas devo confessar que até agora eu ainda não transferi as fotos que fiz com minha câmera pequena para o computador. Até eu acho incrível! Talvez eu chegue ao mesmo número que ela. Acho que estou um pouco saturada de organizar fotos no PC. Vou começar a fazer álbuns com nossas fotos. Já estou meio cheia de ficar olhando fotos nesta caixinha.

Escrevo para não deixar passar em branco. Estou meio devagar com a internet também. Meio sem paciência. Meio introspectiva. Quem sabe passa.

Marmelada é de marmelo.

Tenho usado muito aqui a palavra marmelada, apropriando-me do termo “Marmelade” do alemão. Este termo sempre me deixou curiosa, já que temos em português a palavra marmelada. Em português marmelada significa doce de marmelo em consistência pastosa. Como a nossa famosa goiabada. A tradução de Marmelade para o português é, fiquei pasma: doce, simplesmente. Faço agora esta tradução, depois de consultar agora os dicionários, alemão-alemão, alemão-português e português-português que eu tenho. Eu sempre ficava encasquetada, quando queria explicar o que era que eu estava servindo aos meus convidados alemães, quando oferecia um doce de cajú, ou de figo, com as frutas em pedaços, feito pela minha mãe no Brasil e não sabia que palavra usar. Então, eu poderia simplesmente dizer “Cajú marmelade”. Aí é que está. Não posso. Marmelade, em alemão, tem a consistência de geléia e é costume comer passando sobre o pão, como geléia. Mas não é geléia. Geléia aqui é feita do suco de frutas, sem a polpa e por isto adquire uma consistência homogênea e fina – chama-se “Gelee”. Aliás, que eu me lembre, é assim também no Brasil. Marmelade é feita com a fruta semi inteira, semi partida, com polpa, mas com a consistência pastosa, mas com pedaços visíveis da fruta,  boa para passar no pão. É o que eu faço com as nossas frutas aqui.

Aliás, fazer geléia com polpa é uma mania que eu já tinha no Brasil. Uma vez fiz uma geléia pastosa de mamão, laranja e limão que era deliciosa. Usei uma receita da Revista Criativa que eu assinava. Não sei como é a revista agora, mas na época que eu assinava tinha uma grande parte devotada às receitas que eu até colecionava. Nem me perguntem: eu perdi a receita. Curiosamente eu como pouco geléia de polpa de fruta, ou geléia. Mas sempre gostei de fazer.

E todo este palavrório é para explicar que eu uso termos derivados do alemão, aportuguesados, adaptados. Se eu disser marmelada, olhem por lados e vejam de que fruta eu estou falando: vou estar fazendo uma geléia desta fruta. E se eu usar sem uma estar relacionada com uma fruta específica, então estou generalizando: pensem em geléia pra comer com pão. Aí tanto faz: com polpa ou sem polpa.

A propósito, a palavra “Marmelade” em alemão é derivada da palavra marmelo do português. Só que quando se quer dizer marmelada, tem-se de dizer Quittenmarmelade, já que marmelo, em alemão, se chama Quitten. Eu nunca vi um marmelo no Brasil, mas aqui, embora um pouco fora de moda, ainda pode-se encontrar alguns pés e eu já vi alguns, até com fruta. O que eu não sabia é que não se come a fruta marmelo por ser muito dura. Com marmelo só pode fazer marmelada. Será que um dia eu já comi? Não me lembro. A fruta é do tamanho de uma maçã e permanece com uma cor amarelo-esverdeada mesmo quando está madura. Desculpem aí os entendidos de marmelo. Desconsiderem esta pequena explicacão. Estas são informações de conhecimento generalizado por aqui. Bem do tipo: ouvi dizer. Não use como informação especializada. Não procurei nenhuma confirmação ou informação na net.

Esta é a foto de um marmelo (Quitten) que eu tirei em outubro do ano passado.

E o doce da minha mãe? Em alemão eu digo simplesmente “Eingemachte Fruchte”.

Frutas do jardim

Ontem foi dia de jardim. Frutas, sol, verduras, churrasquinho, leitura à sombra das árvores.

Hoje, domingo-pé-de-cachimbo, foi dia de andar de bicicleta. Andamos 30km em duas horas de pedaladas, mais o tempo que paramos para tomar água. E chegamos em casa com as primeiras gotas de uma chuva forte e copiosa. Eh, sorte…

Acho que eu prefiro pedalar do que andar a pé… Entretanto, as pernas sempre sentem, tanto faz se pedalo ou ando muito.