Prefiro a minha magrela.

Esta semana saímos um dia de bicicleta no final da tarde, rumo a Owen. Tanto Owen, quanto Kirchheim são cidades vizinhas à nossa que ficam a mais ou menos três quilômetros aqui de casa, cada uma em uma direção. Jantamos em um restaurante em que vamos sempre quando vamos de bicicleta para lá. O que foi mais gostoso, foi andar de novo com a minha bicicleta. Lá em Mecklenburgische Seenplaten, andamos de bicicleta alugadas e eu não tive muito prazer.

A primeira vez eu estranhei o breque de pedal – se você pedalar pra trás ela breca. Isto requer de mim muita atenção, já que eu costumo brincar com os meus pedais quando estamos em um declínio leve, por exemplo.

De uma outra vez a bicicleta que escolhi tinha uma marcha de menos o que exige muito mais esforço e tempo. Neste dia eu me distrai ao passarmos por um grupo de pessoas vindo em direção contrária, passei em cima de um galho liso caído no chão e cai em cima de uma cerca eletrificada. Eles colocam uma carga elétrica bem baixa que não provoca danos, mas não é nada confortável. Eu fiquei deitada, com bicicleta e tudo em cima da cerca caída, querendo me levantar depressa mas eu estava caída em um declínio, as pernas meio para cima e não era fácil levantar, ainda mais sem apoio, ou evitando me apoiar mais ainda em cima da cerca eletrificada. As pessoas da fila indiana me ajudaram – e levaram choque também. Todos gentis, muita conversa, por sorte sem grandes conseqüências para mim ou para as pessoas que me ajudaram – o Reiner, claro, já estava lá na frente e custou a perceber que alguma coisa acontecia.

Na terceira vez tomei mais cuidado ao escolher a bicicleta e não houve grandes problemas. Mas ainda assim, eu sinto uma grande diferença em andar na minha bicicleta. Pode ser só questão de costume, mas que eu gosto da minha magrela, ah, isto eu gosto mesmo.

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No jardim, na rua.

Algumas fotos do final de semana passada. Quase não fiz fotos durante a semana.

Tomates e maçãs no jardim. Este ano vamos colher muitas maçãs.

No sábado fomos comprar vinhos da região e as videiras estão tão lindas. Fiz inúmeras fotos.

E quando estamos nos dirigindo para o centro de Stuttgart, andamos um bom pedaço atrás desta moça que telefonou o tempo todo. Logo depois que fiz a última foto, ela arrancou no sinal e na fila de carros ao lado houve uma batida bem barulhenta envolvendo três carros. Supomos que eles se distrairam com a moça telefonando, como nós. É proíbido telefonar ao dirigir, claro. Mas muitos usam o telefone assim mesmo.

Tênis de mesa

Hoje passamos o dia no jardim: churraquinho e tal. Estreamos a nossa nova mesa de tênis com minicampeonatos com nossos amigos. E não é que eu ainda sei jogar? Acho que havia uns 25 anos, no mínimo, que eu não chegava perto der uma mesa de tênis. E além de tudo é um ótimo exercício: pro corpo todo. Haja pique pra correr atrás da próxima bola. A mesa já está montada há, no mínimo, dois meses e nós não tínhamos jogado nem uma vez… Foi divertido.

De canoa.

No último dia da nossa estadia na terra dos mil lagos nós fomos andar de canoa. Eu já tinha andado de canoa antes, mas ao ver aquela imensidão de água, estar tão próxima dela, tão mansa, suave ao toque mas com uma cor densa e emperescrutável, tive uma sensação estranha e inquietante… Irracional mesmo, já que eu sei nadar e ainda estava usando um colete salva-vidas…

Depois que entramos no canal a sensação passou e eu comecei a apreciar o passeio, a possibilidade de estar tão perto da água, o barulho do remo na água e as plantas e animais.

Consegui relaxar e o Reiner até descansou um pouco do remo

E aos poucos começamos a interagir com os outros remadores do canal. Uma moça passou cantando para os companheiros de canoa. Ela estava de pé na canoa e cantava super desafinado e remava vigorosamente… Tive vontade de rir de mim, fazendo só os movimentos básicos dentro da canoa com receio de que ela virasse. Conversamos com um rapaz que estava há 24 dias andando de canoas entre os lagos. Sozinho, dormindo em algum lugar na natureza, longe dos campings, longe das gentes. “Pensando muito?”, perguntei. “Não, não. Não pensando em nada!” É possível não pensar em nada? Ele se cansou logo de conversar conosco.

O Reiner ganhou uma cerveja de um grupo de rapazes que estavam com duas canoas ligadas uma à outra, quase não remando, ou uma remada de quando em quando, curtindo ressaca de uma festa na noite anterior… Nós paramos para tomar a cerveja e depois remamos vigorosamente para devolver o casco…

Passamos quatro horas na canoa, com uma única pausa em um restaurante na beira de um lago para comer alguma coisa. E eu fiquei com vontade de mais…

Até para andar de canoa tem um mapa.

Fora das pesquisas.

Tirei o ilíquido das pesquisa da internet no meio de mês de julho. As estatísticas caíram e agora mostra os meus cinco “leitores” de fato.

Gráfico das visitas por dia

Gráfico das visitas por semana

Gráfico das visitas por mês

A eles meu obrigado e minhas desculpas pela total falta de qualquer movimento por aqui. Este é mesmo um dos meus momentos de questionamento. Porque, para que, para quem manter o blog?

Porque, para que, para quem manter o blog?

Não quero e nem preciso fazer propaganda da vida boa que eu tenho… Eis o conflito. Sim, eu acho que eu tenho uma vida boa. Mas não mantenho o blog para “fazer inveja” pro resto do mundo. Sempre fui e continuo a ser uma caipira, adoro as pequenas coisas do dia a dia e gosto de fotografar e de escrever…Gosto de escrever para registrar as coisas que nós fazemos, gosto de escrever sobre as impressões que as coisas causam em mim. Escrever sobre as viagens é escrever sobre as coisas que eu faço. Nós viajamos muito e vamos viajar mais ainda no futuro – pelo menos são os nossos planos. Só tenho escrito cada vez menos…

Gosto também de um monte de outras coisas das quais nem falo muito por aqui. Eu gosto das aquarelas que eu pinto e gosto de vários trabalhos manuais, a saber: bordar, crochetar, tricotar . Sempre tenho fases de dar prioridade a um ou outro destas atividades. Agora descobri também que gosto de costurar. Desde o começo do ano que ando costurando, ando fazendo bolsas. Estou fazendo minha bolsa número 14 hoje. Não são muitas e eu faço para mim ou pra dar de presente. Além de outros pequenos projetos. Ontem eu fiz um porta óculos para o Reiner, por exemplo.

As atividades físicas? Eu gosto de tudo que fazemos, mas não engano a mim mesma e nem quero enganar ninguém. Se dependesse de mim eu não saia de casa e só ficava com as minhas pequenas atividades. O Reiner é que é o ativo aqui de casa. Eu acompanho. E sempre gosto. E se fosse o caso, de ficar em casa com minhas pequenas atividades, eu ainda poderia continuar dizendo que eu tenho uma vida boa. Qualquer dia ainda escrevo o que eu penso disto, de ter uma vida boa. É uma longa estória.

Por hoje basta dizer que agora sim este é um blog quase privado. Mantenho o blog para mim, para meu marido, minha mãe, para alguns poucos amigos da vida real que têm paciência de ler minhas escrevinhações – a maioria dos meus amigos da vida real já receberam o link para este blog e apenas alguns, bem poucos, passam por aqui para ler as minhas elucubrações.

Escrevo também para as algumas pessoas com quem fiz contato. Não estou em fase de expandir meus contatos virtuais simplesmente porque não quero mais ficar muito tempo na net, mas prezo muitos os poucos amigos que fiz na rede. A vida é curta e eu quero fazer tanta coisa… Enfim, escrevo para mim e para os poucos gatos pingados que continuam vindo aqui, por um motivo e pelo outro.

E tendo dito isto, voltemos à nossa programação normal. Devagar, talvez, mas por mais algum tempo.

Mecklenburgische Seenplatten

Estamos desde do 03 de agosto no estado de Mecklenburg Vorpommern, estado no nordeste da Alemanha. A cidade onde está situado nosso hotel se chama Malchow e fica numa região de muitos lagos. Há entre 700 e 1000 lagos por aqui – nem eles sabem direito. Lagos de todos os tamanhos. O maior deles – o Müritz, é o segundo maior lago da Alemanha, depois do lago de Constância.

Fazendo o que?

De perna pro ar, lendo;

Tomando cerveja depois de pedalar muito;

Andando de barco a motor, já que ou há vento demais, ou de menos para velejarmos como gostaríamos.

Batendo perna por aí ou conhecendo as cidades ao redor.

Sexta-feira passada fomos conhecer Rostok aproveitando para ver os veleiros nas festividades sobre barcos a vela que duraram 3 dias – e saímos com um veleiro bem grande para o mar do Leste (Ostsee). O dia estava típico de verão, entre chuvas repentinas e sol. Tivemos sorte. Não choveu durante a nossa pequena viagem com o veleiro Jacharda. E os outros veleiros que vimos, cada um mais bonito que o outro..

Ontem fizemos um passeio guiado, de bicicleta pelo parque nacional de Müritiz, muito interessante como foi a experiência local de desmatar toda a floresta local e depois começar tudo de novo.

Hoje passamos o dia na praia, lendo. Sábado voltamos pra casa.

As fotos ficam para outro dia. A conecção aqui está complicada.