O escritório: antes, durante e depois.

O escritório era assim:

A minha mesa, a da esquerda ficava debaixo da janela grande. Eu adoro luz, mas não aguento luz direta no meu rosto, sobre minha mesa ou direto na tela do computador. Por isto meu computador ficava no canto, à esquerda, colado no computador do Reiner. Esta foi a melhor solução que encontramos quando montados o escritório, há 8 anos atrás. Na época tinhamos só um PC para nós dois e que ele ficasse no meio parecia razoável. Depois, quando compramos um só pra mim, pelos motivos que já mencionei, não quis colocar o meu PC sobre minha mesa, debaixo da janela. As duas fotos menores mostram como eram as paredes ao lado da minha mesa e atrás dela, com a porta de entrada.

Algumas etapas da reforma, na sequencia: tirando o papel de parede, pintando as paredes, colocando papel de parede. Como só eu tiro fotos, só tem fotos dele. Já repararam que ele faz biquinho enquanto trabalha? Sempre. Para tudo. Eu acho uma graça.

Tirando o papel de parede

Logo que começamos a pensar em reforma aqui, eu logo pensei em aporveitar pra mudar. O meu computador veio para a minha mesa, que mudou de lugar. Não fica mais diretamente debaixo da janela. Agora ficou muito melhor. Antes eu acabava usando a minha mesa muito pouco. Quando queria fazer alguma coisa acabava por me apertando para fazer do lado do computador. Além disso, agora o Reiner está trabalhando menos, só 150 dias por ano – desde começo de setembro. Como ele está mais em casa, acabamos estando mais tempo juntos no escritório. E estava muito apertado, com nossos pcs tão colados um ao outro. Adorei ter mais espaço pra mim e como consequencia, ele tem bem mais espaço pra ele. Só muita coisa que tomava posse da minha mesa tem de sair. Tudo que está nesta mesinha ao lado da minha mesa, estão esperando um destino. No escritório não tenho mais espaço pra elas.

Anúncios

Promessa

O Reiner sobe nas árvores para apanhar cereja desde que ele era criança. A mãe dele tinha uma “Tante-Emma-Laden” na frente da casa deles. Ele conta que quando ele voltava da escola no verão a mãe dele dizia: “Já vendi dois quilos de cereja. Vai lá apanhar.” E ele ia. Eles tinham duas árvores no quintal da casa – uma ainda está lá! A questão com as cerejas é que elas não podem ser guardadas muito tempo. Têm de ser comidas frequinhas…É claro que ele se fartava de comer enquanto colhia a encomenda da mãe.

As frutas do nosso segundo pé de cerejas estão maduras agora. Mas ele é tão alto. Em baixo quase não havia o que colher, mas lá em cima, nas grimpas, estava lotado. Não deu outra, ele foi lá buscar a escada e subiu, no sábado e no domingo. E eu fiquei embaixo, feito uma barata tonta, dizendo “chega! desce! deixe pros passarinhos! nós já temos muitas! O que vamos fazer com tantas frutas?” O detalhe é que eu nem posso comer muito: se como mais de dez destas frutinhas começo a espirrar feito maluca e a chorar: alergia nova que começou este ano! E já tínhamos mesmo muitas. Não sei se ele vai conseguir comer tudo e eu não vou mais fazer marmelada geléia com polpa de fruta . Vamos dar pra alguém, é claro. Quando finalmente apanhou tudo que conseguiu – levou até um ancinho para puxar os galhos distantes para perto dele, começou a descer dizendo: “prometo que com 78 anos eu não subo mais aqui!” “você escreve e assina em baixo?” Ele riu e disse que não precisava. Tudo bem, não precisa escrever. Mas eu deixo registrado aqui.

Esta escada tem seis metros de altura!

Tante-Emma-Laden” são chamadas as lojinhas onde se vende de tudo um pouco.

Flores de maio – número dois

Aquelas flores de maio, quem plantou foi minha mãe quando esteve aqui em 2004. Ela trouxe uma folhinha de algum lugar em que estivemos juntos. Esta mania ela tem, desde sempre. Sempre que pode, carrega uma mudinha das plantas que ela gosta. E as flores de maio são ideais para carregar mudinhas. Basta tirar uma folhinha destas, colocar na terra e pronto. E melhor ainda, elas resistem muito tempo de transporte, sem problema. Esta aqui eu trouxe de uma viagem que fizemos de bicicleta, também 2004. Eu achei tão diferente da outra, que conheci minha vida inteira, que simplesmente tinha que trazer uma folhinha.

Ela, a planta mãe, estava sobre a mesa do café da manhã em um dos hotéis em que pernoitamos. Eu disse pro Reiner, “olha se ninguém tá olhando”, ele ficou bravo, se recusou. Nisto eu já tinha uma daquelas folhinhas na carteira. Juro, não prejudica a planta mãe. Mesmo assim acho que eu me senti meio culpada e a planta sentiu. Ou sentiu o calor das descidas e subidas na garupa da bicicleta. Fato é que só no ano passado, 3 anos depois de estar aqui em casa, ela floresceu pela primeira vez, enquanto a primeira já floresceu logo no primeiro ano. E agora vem esta floração linda. E de quebra já floresceu uma mudinha que eu tinha feito de uma folinha e que eu até já dei de presente pra uma amiga.

Mas agora ela está aí, a segunda, florescendo quase no mês de maio. Ao contrário daquela que floresceu em novembro.

Atualizando em 16.05.2008

Eu até já desconfiava, mas depois que a Salete deixou o comentário dela eu fui pesquisar (por flor de outubro) e descobri que esta realmente não é uma flor de maio. Ela é uma flor de outubro e, como a flor de maio, existe em diferentes cores! Eu nunca tinha ouvido falar desta flor.

O nome científico dela é: Rhipsalidopsis gaertneri

Quem quiser saber mais detalhes pode ler aqui, aqui ou aqui,  em inglês. E  em português aqui, aqui e aqui .